Para 2020: Gladson elege prefeito, Ilderlei se reelege no Juruá e PT ainda não volta às urnas

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As mudanças que o governador Gladson Cameli (Progressistas) faz em sua equipe, segundo ele mesmo, é o ajuste que precisa para entrar 2020 colocando em prática a segunda fase de sua gestão, que é iniciar grandes obras. Há ainda em andamento um projeto para que saúde e segurança recebam um choque. A primeira medida, a rigor, já está tomada, que é a aquisição de medicamentos em larga escala. O governador acaba de comprar um lote grande. Na segurança também vem sendo processado um novo comportamento das polícias. Além do mais, as escolas militares representam a parte social que tanto se cobra antes de qualquer ação repressiva. Com a entrada definitiva na zona rural com recuperação de ramais e o início de grandes obras, somados ao saneamento das contas, pagamento em dias, Gladson será a peça mais importante para a disputa da prefeitura de Rio Branco. O candidato dele, cujo nome ninguém sabe ainda, é franco favorito desde já. Há quem aposte numa candidatura única entre os apoiadores do governo.

O PT ainda não deve se arriscar em 2020, a colocar na rua um candidato a prefeito para disputar a prefeitura da capital. Todas as pesquisas recentes dizem que a rejeição deles ainda é terrível. Eles insinuam uma volta, com Raimundo Angelim sendo jogado como isca nas redes sociais de vez em quando. Mas acho que o senador Márcio Bittar (MDB) tem razão, quando previu lá atrás que o PT vai apoiar a reeleição da prefeita Socorro Neri (PSB). Eles governaram por muitos anos e não devem cair em esparrela, queimando nomes que ainda podem ser reacesos de verdade mais na frente, como os de Angelim e Jorge Viana. Eles devem continuar nos bastidores, apostando tudo nos erros do governador Gladson e do futuro prefeito da capital.
No interior do Acre alguns prefeitos se reelegem, entre eles o da segunda maior cidade do Acre, Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro (Progressistas). Depois de sofrer no primeiro ano de gestão, Cordeiro acertou o passo. Com uma equipe técnica boa, comandada pela própria irmã, Idelcleide Cordeiro, virou o jogo em definitivo. É favorito, disparado. Outro prefeito provavelmente reeleito é a de Brasiléia, Fernanda Assem, do PT. As pesquisas retratam a realidade no município, totalmente recuperado por ela. Ela é tão favorita que a oposição não sabe quem escalar para encarar ela. Prefeituras recebidas em decomposição, graças a gestões trágicas, como Assis Brasil, Plácido de Castro, Manuel Urbano e Tarauacá, mesmo recuperadas, ainda não são garantias de reeleição para os atuais gestores. Era problema demais para ser resolvido. O povo anda exigente demais, com razão.

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