Gladson fez de 2019 o ano das medidas amargas; que venha o mel em 2020

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O governador Gladson Cameli (Progressistas) pagou um preço alto nesse primeiro ano de administração. Mas é bom lembrar antes de qualquer coisa que ele sabia da situação. Vamos la: primeiro Cameli pegou uma máquina destroçada por um governo que ficou 20 anos sobrevivendo tão somente de ilusões, travestidas de amor ao meio ambiente, que se convencionou chamar de florestania. Foi um governo de ONGs para inglês vê. Em seu primeiro momento ainda colocaram em prática algumas obras estruturantes, mas ficou nisso. Do meio para o fim, os antecessores do Gladson já estavam sobrevivendo no poder a base, por exemplo, da famosa camarilha, conhecida pela divisão do Estado com as principais famílias, as de maior poder aquisitivo. Isso durou até a população sacar o leso. O resultado foi trágico: o Acre parou. E pior: potencializou seus muitos problemas. A geração PT, nascida de 1998 para cá, virou aquilo que escreveu Max Geringer, consultor de carreiras e gestão, articulista da Globo, sobre pessoas desafortunadas, largadas pelo Estado: “zumbis”. Esses meninos, infelizmente, foram alistados pelas facções, outro submundo resultado da má política nacional. A esquerda que estava no poder diz até hoje que menino não pode trabalhar, mas também não garantiu a eles direito a educação, nem acesso a outros benefícios estatais. Gladson assumiu e teve que absolver tudo isso. Amargo como absinto. Foi um ano de medidas cortantes, doloridas. Gladson viveu em 2019 uma analogia à uma das primeiras experiências que o profeta maior Ezequiel teve com Deus e que ele conta com pormenores no capítulo 3 de seu livro anexado à Bíblia Sagrada pela septuaginta. Ezequiel começa sua carreira de profeta sendo orientado pelo criador a engolir um rolo (livro) amargo. Ele afirma que engoliu. O belo da história é que o bocado engolido termina num prazeroso gosto de mel, segundo ele diz no versículo 3. O governador Cameli engoliu o livro amargo em 2019. Ele é serelepe sempre, alegre a vida inteira, mas esse ano embiocou o cangote algumas vezes, antes as situações vexatórias. Se sentiu triste com a dureza de sua missão, mas seguiu o cronograma com objetivo de, lá na frente, quem sabe 2020, sentir gosto de mel. É pelo que torce a maioria das pessoas que querem o bem do Acre. Para as finanças funcionar no futuro era preciso reformar a previdência, dar uma mexida administrativa e ele fez, com a ajuda do Poder Legislativo. Sem nenhuma bagagem para se opor as medidas, pelo passado questionável, a oposição ainda fez um levante, mas não obteve o resultado esperado. Por fim, é esperar que 2020 já seja momento de colher o que foi plantado em 2019, para que a saúde, entregue aos cacos pelos antecessores como nunca visto na história do Acre, volte a atender aos acreanos, assim como a segurança e a educação. O povo vai reconhecer, mais cedo ou mais tarde, que o amargo era necessário para vir o sabor de mel. Viva o Acre, viva 2020!

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