Gladson, exclusivo para o Blog, fala sobre demissão de secretários, das obras e do sonho: “Fechar meu governo com tudo o quanto é menino na sala de aula”

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O governador Gladson Cameli (Progressistas) está mais light do que alguém possa imaginar, embora ele mesmo admita que está iniciando um novo ciclo, que será marcado por demissões de secretários e ajuste da máquina. “É que eu estabeleci metas e o secretário que não cumprir vai dar lugar a outro. Tenho que cumprir o que prometi”, disse ele ao nos receber em seu escritório particular depois de um dia exausto de trabalho, quando sequer tinha almoçado. Ele pediu água, café e castanha do Pará, além de torrada. Comeu de tudo um pouco, bebeu água e lembrou que estar há tempos sem ingerir bebida alcoólica, dorme de 2 às 5 da manhã e só tem tempo para brincar com o filho Guilherme domingo de manhã. “Da bebida não sinto nem falta”, afirma. Disse que qualquer esforço está valendo a pena, pela satisfação que é estar governando seu Estado. “Tem gente que fala mal da nossa gestão porque não quer enxergar o que já fizemos, mas eu respeito às críticas”, afirmou antes de iniciarmos a conversa sobre assuntos mais pontuais.

 

DEMISSÕES

Gladson Cameli afirmou que as demissões de secretários não deveriam ser vistas como instabilidade, mas como um esforço dele para tentar acertar é, sobretudo, cumprir o que prometeu em campanha. “Eu tenho metas, meu amigo. Preciso cumprir o que prometi. Vou demitir quem não entender isso. É meu amigo, mas vai ser demitido”, diz. O governador prefere não comentar casos, pontualmente. O objetivo é evitar atritos desnecessários.

OBRAS GRANDES

O governador disse ao Blog do Evandro Cordeiro que fica olhando algumas pessoas falar bobagem sobre as finanças do Estado. Mal sabem que se conseguiu atuar melhor em 2019 exatamente porque estava trabalhando o setor. “Eu consegui em um ano resolver coisas para nosso Estado com o presidente Bolsonaro que eu achava que não ia resolver nos quatro anos. Evandro, nós temos dinheiro para fazer todas as obras que planejamos. Vamos fazer o anel viário de Brasiléia, o de Rio Branco, lá pela Irineu Serra, vou fazer mais uma ponte na capital, três viadutos, entre outras grandes obras. Quero deixar essa Acre uma boneca. E Deus vai me ajudar. Minha equipe vai me ajudar. Dinheiro para isso eu já tenho. Mais de 1,5 bilhões, amigo. Para você ter uma ideia do tanto de obras, nós vamos fazer todos os acessos das escolas de asfalto. Isso é meta. Preciso cumprir. Por isso preciso de secretário que entenda meu propósito, senão troco. Isso não é instabilidade, é governabilidade”, afirmou.

ELEIÇÕES DE 2020

As eleições desse ano não estão sendo observadas pelo governador. Ele é bem claro quando diz o seguinte ao Blog: “Meu irmão, se tem uma coisa que não está tirando o meu sono é eleição. Os partidos que resolvam. Eu quero resolver os problemas desse Estado na saúde, na segurança e nas obras. Quando é que um governador recebeu a máquina como eu recebi e chamou concursados, meu irmão? Me diga? Eu vou chamar. Ah, lembrei. Eu não aguento mais vê faltar remédio para câncer nos hospitais. Me aguardem para ver o que vou fazer na saúde. Rapaz, então eu não tenho tempo de falar em eleição de prefeito, meu amigo. Os meus amigos aqui da capital e do interior vão me desculpar, mas ao invés de estar patrocinando candiatura sabe o que eu quero? Trazer essa meninada que está sendo recrutada pelo crime para a sala de aula. Essa questão do crime é um negócio louco, que vem lá de trás, mas não quero criticar ninguém. Vou assumir isso. Trazer esses meninos para a escola. Como? Arrumando as escolas e garantindo comida boa na hora da merenda. A lugar dessa molecada é dentro da escola, não nas esquinas sendo cantadas pelo crime. Ah, já reuni minha equipe pra gente criar uma agenda com as igrejas. Todas elas. Quero fazer urgente uma parceria com pastores e líderes religiosos de todas as denominações, porque sei que a situação do crime é só com Deus e gestão. Vou chamar a pastora Milca, lá de Cruzeiro, o pastor Machado, aqui, o padre, o monitor e dizer gente, vamos fazer um convênio. O Estado vai fazer sua parte para ajudar essas igrejas. Então tu acha que eu vou ter tempo de ficar discutindo eleição? Eu quero fazer um monte de obras. Vou transformar esse Estado num canteiro esse ano, mas meu grande sonho é fechar meu governo com tudo o quanto é menino na sala de aula. Eu choro quando vejo uma criança misturada com o crime. Me emociono. Esses dias chorei copiosamente aqui no gabinete ao receber a carta de uma menina. Ela sonhava com uma boneca. Meti a mão no bolso e mandei meus seguranças comprar um monte de presentes. Só dormi quando distribui um monte. As pessoas não conhecem meu coração”, disse.

REELEIÇÃO EM 2022

O governador do Acre é proativo. Ele quer resolver a vida de todo mundo, tem hora. Por isso a primeira dama, dona Ana Paula, e assessores mais próximos, como a secretária de comunicação, jornalista Silvânia Pinheiro, além do chefe da Casa Civil, Ribamar Trindade, e a chefe de gabinete, Rosângela Pequeno, estão sempre por perto para transformar o dia dele mais pausado. Principalmente quando as coisas estão dando certo ai ele quer entrar de cabeça. “Eu admito que sou um pouco ansioso”, disse ele certa vez ao Blog, mas isso é bom de certa forma, dizem os assessores, porque isso acaba sendo transformado em gana pelo sucesso da gestão. Por essas e outras é que ninguém quer que ele fale sobre 2022, mas ele fala assim mesmo. “Ainda está longe, mas se eu transformar nosso Estado, como planejei, não vejo problema colocar meu nome a disposição para a disputa de um segundo mandato. Mas primeiro quero que esse de certo, como está dando, no que pese ainda faltar muita coisa”, afirmou.

 

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