18 Ago 2017

A FPA sempre foi bastante cuidadosa quando da montagem de suas candidaturas majoritárias, por Narciso Mendes

 

Nada envelhece mais rápido que a presença de um mesmo partido ou de uma mesma aliança partidária no poder. Até nos EUA, a mais exemplar democracia do mundo, há mais de 200 anos, o partido republicano e o democrata se alternam no poder, quando não, em quatro anos, quase que invariavelmente, em oito anos. A surpreendente eleição do seu atual presidente, Donald Trump, do partido republicano, e a igualmente surpreendente derrota da candidata democrata, Hilary Clinton, em boa medida teve muito a ver com os oito anos de poder do seu antecessor e correligionário, Barack Obama. Em síntese: a alternância de poder se impôs. 

No Brasil, desde a nossa redemocratização, a alternância de poder também tem sido a regra. No plano federal apenas o presidente Lula conseguiu se reeleger e passar o governo para a também petista Dilma Rousseff. Nos Estados, apenas em São Paulo e aqui no Acre, PSDB e PT mantiveram-se no poder e nele continua ao longo dos últimos 20 anos. No nosso caso, mais destacadamente, porquanto a prefeitura da nossa capital, nos últimos 16 anos, também esteve sob o comando da mesma aliança, no caso, a FPA.

Daí a pergunta que não pode calar: o que poderemos esperar das eleições de 2018, em particular, no nosso Estado? Uma coisa é certa: enquanto a FPA já está com sua chapa majoritária praticamente definida, do candidato a governador aos dois candidatos ao senado, numa construção conduzida dentro da mais perfeita ordem e harmonia, seus opositores continuam brigando, uns engolindo os outros e, portanto, tornando a sua unidade cada vez mais distante, afinal de contas, suas múltiplas candidaturas ao senado e a escolha de quem será o candidato a vice, na chapa encabeçada pelo atual senador Gladson Cameli, candidato a governador, já transformou a nossa oposição numa praça de guerra e sem perspectiva de paz. 

Como será uma disputa na qual os erros, mais que os acertos  prevalecerão, se os opositores da FPA não conseguirem construir, já e imediatamente, a sua unidade, faço minhas as palavras do deputado estadual e presidente da nossa ALEAC, Ney Amorim, pré-candidato ao senado: “nas próximas eleições a FPA fará barba, cabelo e bigode”. Por certo ele se reportava as eleições do candidato a governador e s dos candidatos ao senado, o próprio e o senador Jorge Viana, cuja reeleição, desde que não aconteça um gravíssimo acidente de percurso, já estás sendo considerada como favas contadas.

Em tempo: nas eleições de 2018, diferentemente das eleições de 2016, quando o PT encontrava-se, sozinho, sentado no banco dos réus, e ainda assim, quando da disputa pela prefeitura de Rio Branco, o candidato Marcus Alexandre, da FPA, conseguiu se reeleger com uma maioria nunca vista em nenhuma das disputas pela prefeitura de nossa capital, em 2018, no banco dos réus, na pior das hipóteses, além do PT, também tomarão assento o PMDB, o PP, do PSDB, entre outros.

 

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