07 Jun 2018

O fator descrença exigirá arranjos novos na disputa eleitoral que se aproxima. Sectários terão dificuldades

 

Por Edinei Muniz, para o blog do Evandro Cordeiro

 

Um dos fatores que mais fortemente irá pesar na disputa eleitoral próxima será (melhor, já é) a capacidade dos candidatos de romperem, com propostas e arranjos novos, a tendência dos eleitores 'descrentes de tudo' de depositarem seus votos na opção branco/nulo ou até nem aparecerem para votar.

Quem demonstrar maiores condições de retirar parte desse imenso montante da letargia conseguirá construir vantagens competitivas interessantes. E decisivas. 

Fala-se em polarização. E existe sim tal tendência. Mas, se ela de fato se confirmar, só irá até a base de entrada de cada um dos atores envolvidos. E é onde parece que já estamos. As forças entrarão no deserto escaldante de agora em diante.

Daqui pra frente a disputa se dará em campo aberto para todos, posto que estaremos circulando no ambiente dos  indecisos, onde o valor de cada um, independente do partido, será medido pelo potencial de apoio dos pretendentes na direção da escolha central, que tudo indica, inclinará para a mudança no topo da pirâmide.

Nos dias atuais o cenário aponta na direção de Gladson Cameli como a figura que representa o depósito natural desse sentimento. Gladson, com muita eficiência, vem se  apresentando como mola central desse duro momento politico, apesar de encontrar-se ainda em fase de ajustes, ajustes de aceitação confiável no tocante à desejada mudança que o povo mais descrente espera para o Acre. É dele a maior tendência de captação em meio ao atual quadro político eleitoral.

Quem optar por sectarismos,   'poder por poder' ou 'poder a qualquer custo', irá estreitar o próprio caminho e muito provavelmente ficará à beira da estrada ou talvez nem consiga imprimir ritmo competitivo à própria caminhada.

A disputa, não tenham dúvidas, irá desenhar muitos arranjos novos e surpreendentes, principalmente na disputa ao Senado, onde as movimentações já acenam com essa verdade. A grande massa descrente não está nem aí para a guerrinha de lados. O que querem, não duvidem, é formatar uma mudança segura - e forte em apoios vitais - para garantir uma mudança que consiga  governar bem o quadro caótico que vivemos.

Repito, dos candidatos a deputados estaduais até o topo essa será a lógica. Em meio ao deserto escaldante, os partidos valerão muito pouco, mas a força para a governabilidade na direção da escolha de topo, valerá muito.

Marcus Alexandre, por sua vez, terá imensas dificuldades, posto que encontra-se mergulhado até o pescoço no sectarismo infinito do PT. E encontra-se nessa triste posição  exatamente no momento em que seu partido encontra-se estacionado na condição mola mestra do expurgo. Está na condição de alvo a ser retirado do processo. E tal tendência é avassaladora.

O PT é hoje o principal adubo da descrença generalizada de pelo menos 20% do montante de eleitores descrentes de tudo. Marcus poderá sair da disputa sozinho, assim como  aconteceu com Eliane Sinhasique na disputa à Prefeitura de Rio Branco em 2016, apesar de, naquele momento, a mesma ter às mãos inúmeros fatores favoráveis e aptos a evitar tal condição.

Bem vindos ao sol escaldante da mudança, ambiente onde só os mais habilidosos conseguirão concluir com êxito o percurso. E só conseguirão se tomarem  um fôlego salvador no seu mais confortável oásis.

O oásis hoje responde pelo nome de Gladson Cameli.

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