Paulinho da Força reafirma compromisso com pré-candidatura de Vanda Milani a federal Henrique Afonso pode ajudar a cunhada na disputa para federal
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Paulinho da Força reafirma compromisso com pré-candidatura de Vanda Milani a federal

O presidente do Solidariedade, deputado federal Paulinho da Força, reafirmou agora há pouco, em Brasília, o compromisso do partido com a pré-candidatura da procuradora de
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Henrique Afonso pode ajudar a cunhada na disputa para federal

O ex-deputado Henrique Afonso (PSDB) não ficará de fora da disputa política em 2018. Se não for candidato, o que é muito provável, vai ajudar
Blog do Evandro Cordeiro

O ex-limpador de chão do Hospital Sansão Gomes, de Tarauacá, Rosaldo Aguiar, virou o Doutor Baba, o médico dos pobres da região de Tarauacá e Feijó. Filho de um soldado da borracha com uma zeladeira, ele venceu na vida, mas para isso teve que enfrentar desafios impublicáveis. “Sofri demais para me formar em medicina, por falta de considções”, diz ele ao Blog do Evandro Cordeiro, aos 49 anos de idade e sendo uma das figuras mais requisitadas principalmente por políticos e outros aproveitadores de plantão. Baba já disputou quatro eleições entre o sonho de ser prefeito e deputado estadual. Só chegou perto. Bem mais sagaz, politicamente, inclusive, o doutor dos ribeirinhos dá um ultimato pelo Blog: “Nunca mais sou candidato a cargo eletivo”. Baba garante que as pessoas podem contar com ele como médico, jamais como político. Em entrevista ao Blog ele conta suas histórias e fala sobre a situação política e dos hospitais da região. Veja:

 

Blog - Como vai a política aí na região de Feijó e Tarauacá, doutor Baba?

 

Doutor Baba - A política nesta região, o povo sente a descredibilidade dos políticos, vejo que por tudo que está acontecendo em todo Brasil, eu, o povo não temos confiança nem uma nesses políticos de carreira. Esperamos algo novo.

 

Blog - O senhor disputa a eleição esse ano?

 

Doutor Baba - Eu jamais quero mais disputar nem um cargo político, hoje estou dedicado na minha profissão e ao meu trabalho social que venho fazendo, já disputei quatro eleições e não ganhei nem uma, portanto não quero mais saber de disputar nem um cargo eletivo.

 

Blog – Então morreu o sonho de ser prefeito de Feijó?

 

Doutor Baba - Infelizmente sim. Já trabalho há 29 anos na saúde, comecei em 1988,  no cargo de operacional de serviços diversos, fui limpador de chão no Hospital Sansão Gomes, em Tarauacá, em 1995 fui estudar medicina na cidade de Cochabamba, na Bolívia, me formei em médico no ano de 2001, quando comecei a exercer a profissão. Nós tínhamos as melhores estruturas de trabalho, fazíamos até cirurgia em menísculo do joelho, amputava membros, cirurgia de tireiodectomia... Hoje fazemos o necessário, apenas. Infelizmente as mudanças foram poucas. Hoje no hospital de Feijó raramente posso me ausentar por deficiência de profissionais.

 

Blog - E a saúde como vai a estadual e as municipais?

 

Doutor Baba - Fui candidato a vice do Dindim, perdemos pro Merla Albuquerque, após isso me decepcionei. O tempo poderá dizer, porém continuo dizendo que meu intuito atualmente é cuidar da saúde do povo.

 

Blog – Exercer medicina nos barrancos dos rios nessa região ai é preciso contar com alguns milagres, ainda mais sem estrutura?

 

Doutor Baba - Milagres não poderia dizer que sim. Faço esse trabalho há muitos anos ajudando os ribeirinhos, mas já fiz muitas coisas que sei que teve a mão de Deus.

Publicado em Evandro Cordeiro

Apresentando o conceito ‘’O amor não precisa ser clichê. Nem a sua fragrância’’, O Boticário lança Floratta Amor de Lavanda com o filme “Spoiler”, criado pela AlmapBBDO. O conceito foi inspirado no desenvolvimento do próprio produto – que traz um dos ingredientes clássicos da perfumaria, a lavanda, em uma versão inovadora, que foge do lugar comum e de qualquer clichê.

Publicado em Rubedna Braga

“O TJAC tem nos desembargadores Cezarinete Angelim e Pedro Ranzi o exemplo de dedicação e compromisso com os mais elevados valores da Instituição. Mais do que isso, reconhece em ambos a relevante prestação dos seus serviços nestes 30 anos de atividade como magistrados de carreira. Há de se agradecer por essa valiosa contribuição no cumprimento desse mister, bem ainda pelo empenho e eficiência destinados ao engrandecimento do Poder Judiciário Acreano”, comentou  o presidente em exercício Francisco Djalma, aos destacar os 30 anos de magistratura dos desembragadores.

Djalma também completará 30 anos de magistratura no segundo semestre deste ano.

Parabéns a todos!

Publicado em Rubedna Braga

O pré-candidato a governador do Acre pelas oposições, senador Gladson Cameli (PP), disse ao Blog do Evandro Cordeiro hoje cedo que está preparado para enfrentar a campanha e seus efeitos colaterais. E dá uma garantia: “Vou continuar reagindo as agressões com meu sorriso. Vou continuar de braços abertos para todos”. É que perguntei a ele se não vai reagir as entrevistas do coronel Ulisses Araújo, pré-candidato a governador pela terceira via, e de seu tutor, Tião Bocalom (DEM). “Não! Eles tem direito a falar o que quiser. Isso é da democracia”, disse.

Sobre o MDB, diz a mesma coisa. “Nós precisamos do MDB. O MDB é parceiro. Nunca vou me intrometer nas decisões do MDB, porque é um partido grande, importante e que poderá decidir as eleições”.

Gladson Cameli lamentou as agressões vinda das redes sociais, capitaneadas por pessoas conhecidas, ligadas ao atual Governo e prefeitura da capital, mas também disse que reagirá sempre paz e amor. “As pessoas tem suas escolhas e jogam alto ou baixo, rasteiro, conforme elas são. Sou da paz, sempre fui da paz e agora, na hora de correr em busca do objetivo, que é o Governo, para arrumar nosso Acre e devolver a paz às famílias é que vou continuar sendo como sempre fui”, disse.

Publicado em Evandro Cordeiro

O pré-candidato a governador Gladson Cameli (PP) disse que seu vice não será só para bater fotos com ele. "Ele precisa me ajudar a governar o Acre", afirmou.

O Major Rocha, segundo Gladson, reapresenta e preenche os requisitos para o vice.

Depois agradeceu Tião Bocalom, Eduardo Veloso, Alan Rick e coronel Ulisses, por terem lhe ouvido. "Conversei com todos eles. As portas continuam abertas pra eles caso haja interesse de ajudar a derrotar o PT",; disse.

Publicado em Evandro Cordeiro

O deputado federal Major Rocha, do PSDB, escolhido vice na chapa da oposição encabeçada pelo senador Gladson Cameli, do PP, disse ao blog do Evandro Cordeiro que vai trabalhar nessa eleição como nunca fez em toda sua trajetória, "Vou pra rua como se fosse minha última eleição. Darei tudo de mim", afirmou.

Rocha disse ainda que o perfil dele complementa os predicados do candidato a governador. "Ele tem muita coisa boa e eu creio que eu também. Vamos juntar tudo isso em pela vitória da oposição conta o PT'", disse o parlamentar.

Major Rocha é um dos políticos mais polêmicos da atual geração. Fez enfrentamentos nas ruas, foi preso e é autor do pedido de prisão do ex-presidente Lula. No impiechment da presidente Dilma foi para as ruas no Acre e votou pelo afastamento da presidente enrolado com a bandeira do Acre.

Publicado em Evandro Cordeiro

*   Fernando Lage

*  Valdir Perazzo

Com a chegada do Partido dos Trabalhadores (PT) ao Governo do Estado do Acre em 1999 – o partido já está no poder há quase 20 (vinte) anos – o discurso legitimador desse projeto passou a ser o da “Florestania”. Esse discurso (Da Florestania) passou a ser hegemônico. Discurso único, sem nenhum outro para lhe fazer contraponto.  E o que vem a ser esse modelo formulado e implantado pelo referido partido?

Para se rastrear as ideias que deram origem ao modelo (Florestania), é preciso se fazer uma retrospectiva aos anos 70. Foi em meados dos anos 70 que a teologia da libertação  (TL) - movimento religioso que pugna pelo socialismo -,  criou no Estado essa mentalidade (socialista), de que a justiça se faria por esse modelo – acreditavam os chamados teólogos da libertação.

Um personagem que teve decisiva influência desse movimento religioso (TL) foi o sindicalista e ambientalista Chico Mendes, que veio a se tornar o protomártir da causa ecológica não apenas do Acre, mas, do Brasil e do mundo inteiro. E, por qual modelo de sociedade acreana propugnava o ambientalista -  e criador da Florestania – Chico Mendes?  A resposta se extrai de sua última entrevista antes de sua morte trágica,  que deu a um jornal da grande imprensa.

Na sua última entrevista, anterior a sua morte,, dada ao jornalista Adilson Martins,  do Jornal do Brasil, o ambientalista Chico Mendes assim defendeu o projeto da Florestania: “Temos na floresta o abacaba, o patoá, o açaí, o buriti, a pupunha, o babaçu, o tucumã, a copaíba, o mel de abelha, que nem os cientistas conhecem. E tudo isso pode ser exportado, comercializado. A universidade precisa vir acompanhar a Reserva Extrativista. Estamos abertos a ela. A Reserva Extrativista é a única saída para a Amazônia não desaparecer. E mais: essa reserva não terá proprietários. Ele vai ser um bem comum da comunidade. Teremos o usufruto, não a propriedade”.

Nessa entrevista Chico Mendes se torna o advogado da “Florestania”, isto é, diz, com clareza, que modelo de sociedade apontava para o Acre, modelo este que vem a ser implantado a partir de 1999, com a ascensão do PT ao governo. E qual era o fundamento jurídico do modelo? Ao defender que as terras do Acre fossem transformadas em reservas extrativistas, não deixava dúvida da sua convicção política, de que era através do socialismo que se faria justiça. As terras do Acre passariam a ser públicas da União Federal, e os seringueiros seriam como funcionários públicos federais, mantendo uma economia extrativista das especiarias da floresta.

A ex-ministra Marina Silva, em sua biografia, sob o título “Marina – A Vida Por Uma Causa – prefácio de Fernando Meirelles (Banqueiro/Cineasta), página 44, sobre a profissão de seringueiro, cujo pai  a exerceu, dá o seguimento depoimento: “Ele vivia de andanças de vinte quilômetros por dia; vida acuada, sem recursos financeiros, sem medicamentos, sem direitos, sempre escravo dos seringalistas, sem conforto, sem folga; vida de malária, de febre amarela, de leishmaniose...”. É essa profissão de seringueiro (escravo nas palavras de Marina Silva), que Chico Mendes, fundador da Florestania, quer perpetuar, sob o tacão de um novo outro patrão (o Estado).

Esse modelo, idealizado por Chico Mendes, implantado há 20 (vinte) anos no Estado do Acre pelo Partido dos Trabalhadores (PT), fracassou. O modelo socialista – não esquecer que a Florestania é um modelo socialista/ambientalista, cujo objetivo é obstaculizar o desenvolvimento socioeconômico de países como  o Brasil -  não poderia dar certo, como não deu.  Compare-se o modelo acreano (de propriedades públicas/reservas extrativas), com o modelo de livre mercado de Rondônia,  que optou em criar um Estado de proprietários (Rondônia tem 126 mil proprietários rurais e o Acre apenas 15 mil). 

 Rondônia é o terceiro maior Estado da Região Norte. É também um grande rank de transportes multimodais. Porto Velho,  a capital, às margens do Rio Madeira, é um importante modal aquaviário para escoamento da produção. Navegável, dia e noite, durante o ano todo. Os comboios que trafegam pelo Rio Madeira levam cargas de até 50 mil  toneladas por viagem. Pela estrada do Rio Madeira chega-se ao Atlântico e aos portos do mundo inteiro.

Rondônia é hoje um dos maiores parques de energia limpa e sustentável do Brasil. A energia gerada hoje pelas duas usinas de Rondônia é capaz de abastecer 25 milhões de lares. Equivaleria a população de São Paulo e do Rio de Janeiro. Daria para abastecer toda a economia peruana, a mais crescente da América Latina.

Rondônia tem hoje 98 (noventa e oito) por cento do seu território coberto por sinal de telefonia celular. Coloca o Estado em primeiro lugar na Região Norte, quando o assunto é conectividade. O que é um item vital para quem precisa empreender.

O Estado tem uma situação fundiária singular. Das 122 mil propriedades rurais, 80% (oitenta) por cento delas é de agricultura familiar. Um dado que favorece a diversificação produtiva. Lidera a produção de carne e leite da Região Norte. Só a produção de leite diário que vem dessas pequenas propriedades familiares, daria para alimentar 05 (cinco) milhões de crianças todos os dias, sendo um modelo sustentável.

Hoje o rebanho bovino e bubalino já passa de 12 (doze) milhões de cabeças, sendo a carne seu primeiro item de exportação. Rondônia é o maior produtor de café e feijão da Região Norte. Segundo lugar em soja, milho e cacau. Já lidera a produção de peixe de água doce do país.

PIB é a medida do valor dos bens e serviços  que o país produz num período, na agricultura, indústria e serviços. Pois bem, o PIB de Rondônia, no ano de 2014, foi três vezes maior do que o PIB do Estado do Acre.  A economia de Rondônia é três vezes maior do que a economia do Acre. Rondônia goza de total equilíbrio fiscal; o Acre vive situação diametralmente oposta, com seu desequilíbrio fiscal.

Nesses últimos 20 (vinte) anos do governo da “Florestania”, causa dos nossos fracassos em  todos os indicadores econômicos e sociais em relação à vizinha Rondônia, os grandes partidos do Acre não foram capazes de conceber um projeto para fazer contraponto à “Florestania”.  Repetiram, ad nausean, críticas pontuais administrativas ao partido situacionista.

Pois bem. A pré candidatura do Coronel Ulysses, para essas eleições de 2018, é a novidade, como terceira via, apresentando um projeto de livre mercado e fortalecimento do Agronegócio,  para reerguer a combalida economia do Estado.  Os líderes desses grandes partidos, ao invés de aplaudir essa pré candidatura,   novidade da política acreana, fazem força para retirar essa pré candidatura em favor do candidato de “oposição” que já declarou na mídia que seu consultor mor será o economista  Gilberto Siqueira, mentor/executor do projeto ora em marcha. Isto é, um continuísmo da malfada “Florestania”.

Fernando Lage – Empresário

Valdir Perazzo – Advogado

Inspiradores do Instituto Liberal Acreano - ILAC

Publicado em Evandro Cordeiro

O deputado Antônio Pedro (DEM), um dos dois deputados estaduais que representam o Alto Acre – o outro é Leila Galvão, do PT -, foi o único a votar em favor dos trabalhadores do Pró-Saúde. Além disso, se firma como defensor assíduo dos comerciantes da região, oprimidos pelas gestões do PT nos últimos anos. O deputado também tem sido frequente crítico dos hospitais da região, principalmente os de Xapuri e Brasileia, onde não recursos de material na atualidade para se fazer um curativo. “Fui eleito para isso”, diz ele, humilde.

Publicado em Evandro Cordeiro

A partir de abril o Governo do Acre materializará um projeto cujo objetivo é poupar dinheiro às custas dos servidores públicos, com redução de salários, principalmente das FC’s. O que não acontece quando é para nomear figuras em cargos comissionados para tentar eleger o prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre, sucessor de Tião Viana (PT). A informação vem do núcleo da gestão pública.

Entre os servidores da Saúde, inclusive, já circula uma convocação com a seguinte abordagem: “Até quando vamos ficar calados? Governo retirando todas as gratificações dos servidores alegando ter respaldo jurídico. São apenas orientações e não determinações. Os ordenadores são governador Sebastiao Viana, secretária de Gestão, Savana, e secretário de saúde, Gemil. Usam suas cadeiras para derramar dinheiro a fim de comprar votos dos concursados sem critério algum, agora os que realmente trabalham e se dedicam estão sendo prejudicados. As demissões na saúde e Pró-Saúde foram todas orientações. Mas, para nomear seus cargos em comissão, o governo tem tirado tudo dos servidores que há anos prestam serviço, no tão precário serviço público. Vamos ficar calados? Não vamos reagir?

VAMOS PARAR.

Não dão valor ao nosso trabalho? Arrumem quem faça.  Quem saiba fazer. Continuem tendo que treinar pessoas a cada 4 anos. Continuem a descontinuidade dos serviços, continuem a gastar o dinheiro publico com cortinas caríssimas, continuem a massacrar os trabalhadores  classe média para dar pros ricos, continuem nomear servidores fantasmas ou que nem aparece para trabalhar. Fim do ano está ai. Nos somos maioria. Nós vamos revidar: NAS URNAS”.

Ainda segundo a fonte do Blog, a Oca também terá seu expediente reduzido.                                

Publicado em Evandro Cordeiro

*  Fernando Lage e Valdir Perazzo

 

Mário Vargas Llosa, em seu livro autobiográfico, “Peixe na Água”, falou da importância da “economia subterrânea”, para o seu programa de governo enquanto candidato à presidência do Peru, quando concorreu com Alberto Fujimori, que, lamentavelmente, lhe derrotou, privando o país vizinho de ter tido, ainda no início dos anos 90, uma economia liberal, de livre mercado. Llosa, com seu programa de liberdade econômica, liderou as pesquisas até bem próximo das eleições em que foi perdedor.

Num dos capítulos em que aborda seu programa de governo, descreveu longamente o papel crucial da economia informal num país de terceiro mundo como é o Perú. Sem essa economia feita na ilegalidade, o desemprego ainda seria muito maior. Haveria ainda muito mais jovens na criminalidade violenta. É também nesse capítulo que fala do importante livro de “Hernando de Soto”, sob o título “Economia Subterrânea – Uma Análise da Realidade Peruana”.

O livro de que fala o prêmio nobel de literatura (Vargas Llosa), terminou por chegar às nossas mãos, adquirido numa livraria sebo do Rio de Janeiro. Foi prefaciado pelo próprio Vargas Llosa. Hernando de Soto diz que a pesquisa e seu resultado compaginado no livro se deu graças à influência do conhecido romancista. E o que diz Vargas Llosa sobre o tema tratado no livro? Só elogios.

A síntese do prólogo feita por Vargas Llosa está praticamente na resposta que dar a seguinte pergunta, quando se fala de economia informal, formulada por ele mesmo: “…esses empresários e vendedores clandestinos – cujas indústrias e negócios não estão registrados, não pagam impostos e não se regem por leis, regulamentos e pactos vigentes – não seriam competidores desleais das empresas e lojas que operam na legalidade, pagando pontualmente seus impostos”?

Socorrendo-se da pesquisa de Hernando de Soto, afirma Llosa: “…esses são pontos de vista totalmente errôneos, uma vez que o problema em países como o Peru não é a economia informal, e sim o Estado. E esse tipo de economia é nada menos que uma resposta popular espontânea e criativa ante a incapacidade estatal de satisfazer as aspirações mais elementares dos pobres”.

Nos países intervencionistas, como era à época o Peru – hoje aquele país vizinho desfruta de grande prosperidade graças a implementação de uma economia liberal – e como é o Brasil da atualidade, com mentalidade fortemente intervencionista, a legalidade é um privilégio que empurra os pobres para a clandestinidade. Razão pela qual – diz Llosa – “a legalidade é um privilégio que só se alcança mediante o poder econômico e político, às classes populares não restam outras alternativas senão a ilegalidade. Aí está a origem da economia informal, que Hernando de Soto documenta com provas incontroversas”.

Portanto, a economia informal ao invés de ser um problema, é uma solução para um país em crise como atualmente está o Brasil, com 12 milhões de desempregados. Esse modelo de economia (economia informal) é uma saída criativa para o subdesenvolvimento e uma esperança para os que foram jogados à margem do mercado em decorrência das políticas públicas que fizeram do Brasil um dos 30 países menos livres do mundo. Melhor dizendo, um país que está mais próximo de nações reprimidas (socialistas) onde são restritas as liberdades de empreender, trabalhar, ter propriedade e investir. No Brasil trabalha-se 153 dias por ano apenas para pagar impostos. O Brasil, segundo a Heritage Foundation, de 180 países do mundo, só ganha, em termos de falta de liberdade econômica, para países socialistas como Venezuela, Cuba e Coreia do Norte.

O Brasil, segundo a pesquisa feita pela fundação acima mencionada, é um dos países do mundo com menor liberdade econômica. É evidente que um país com uma carga tributária que representa 32% do Produto Interno Produto (PIB), impede que o indivíduo possa usar o seu dinheiro e seus bens para criar negócios que gerem emprego e renda. O Brasil é um dos países do mundo com maior índice de regulamentação da sua economia, impedindo a liberdade de escolha.

Em termos de liberdade econômica o Brasil ocupa a vergonhosa posição de 153º lugar dentre 180 países estudados. Eis a causa pela qual no Brasil existem tantos empresários na informalidade. O acesso à legalidade é um privilégio no nosso país que poucos alcançam. Como estamos num ano eleitoral, em que se buscam caminhos diferentes dos que foram adotados até agora, e que nos levaram a essa grave crise em que vivemos, decorrente do intervencionista estatal exagerado, recomenda-se a leitura do livro de Hernando de Soto aos candidatos ao Governo do Estado do Acre.

Aos invés de se reprimir os empresários informais como concorrentes desleais, que não pagam impostos (dizem os mal informados), melhor entender que são eles que contribuem para que tenhamos menos desemprego e menos jovens na criminalidade.

*  Fernando Lage é empresário

*  Valdir Perazzo é advogado

São os inspiradores do Instituto Liberal do Acre – ILAC

Publicado em Evandro Cordeiro