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05 Nov 2019

Pastor Arnaldo Barros, que já tirou 600 do crime, lamenta não ter parcerias no Acre

 

O pastor Arnaldo Barros, líder do ministério Geração Eleita, igreja que tem oito anos de fundação, estar em seu segundo momento de fama. O primeiro foi no final dos anos 1980, quando ele fazia parte da primeira versão do Raio Lazer, grupo de dança famoso à época das danceterias. Ele era um dos cinco cabeludos que se apresentavam, inclusive, em comícios. A outra se iniciou a partir do momento em que ele se converteu ao cristianismo, há 22 anos. Dois anos depois Barros passou a apresentar programas evangélicos na televisão. Pouca gente não sabe quem é o pastor Arnaldo. No momento ele viVe a situação mais inusitada de sua vida, ao ser transformado numa espécie de porta voz dos criminosos arrependidos. Eles procuram o pastor Arnaldo e pedem para que ele grave o vídeo chancelado suas saídas da facções. Notícia pelo que faz até mesmo fora do Brasil, Arnaldo reclama do ostracismo ao qual é submetido no Acre pelo governo e até pela imprensa. "Ninguém parece ter percebido a importância da igreja na cura das pessoas que querem deixar o crime", reclama o missionário, que mantém uma igreja sempre lotada e uma chácara onde cuida de dependentes. Hoje pela manhã ele bateu um papo rapidíssimo com o Blog do Evandro Cordeiro, pelo telefone. Veja o que diz mais o pastor:

 

Blog - Quantas pessoas o senhor já tirou das facções para torná-las evangélicas?

 

Pastor Arnaldo Barros - Já passam de 600 pessoas, entre jovens e adultos, homens e mulheres.

 

Blog - O senhor considera a participação da igreja fundamental para a retirada dessa juventude do crime?

 

Pastor Arnaldo Barros - O governo não tem um planejamento para tirar os jovens do crime. A igreja tem um papel fundamental nisso. Temos uma polícia corretiva, mas que não educa. Nós retiramos eles do crime e educamos. Maioria deles deixamos preparados para a volta ao convívio da sociedade. Então a igreja é o caminho para essa saída.

 

Blog - Quantos desses jovens que sua igreja arranca do crime voltam a delinquir?

 

Pastor Arnaldo Barros - Vou te contar uma situação. Um camarada que nós trouxemos de lá não conseguiu emprego e começou a ver os filhos passar fome. Voltou para o crime. Outro estava conosco na igreja até a facção matar o irmão dele. Ele saiu da igreja e voltou para o crime para se vingar. Então, alguns não se seguram aqui. Por falta de opção de emprego, por exemplo, o cara não resiste. As vezes eles sofrem muito preconceito por causa das pulseiras que usam nas pernas. Os empresários as vezes dificultam nosso trabalho. A polícia também tem preconceito com quem usa pulseira. Então se nós tivéssemos mais apoio, isso poderia ser diferente. Eu me viro sozinho. Esses dias eu estava com nove pessoas dentro de casa. Nunca tive apoio do governo, mesmo a gente sendo notícia lá f ora. Ganhamos destaque na imprensa internacional, mas aqui no Acre não temos esse apoio.

 

Blog - O senhor não tem medo de estar lidando diretamente com as facções?

 

Pastor Arnaldo Barros - Não. Tenho preocupações, mas medo não. Faço a obra de Deus, meu filho.

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1 Comentário

  • Link do comentário Cleverton James Silva de sousa postado por Cleverton James Silva de sousa Quarta, 06 Novembro 2019 20:53

    Conheco de perto o trabalho do pastor Arnaldo, verdadeiramente ele necessita de apoio pra sua jornadas as políticas públicas devem se fazer presentes nesses processo pra que mais vidas sejam salvas.

    Relatar

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