Paulinho da Força reafirma compromisso com pré-candidatura de Vanda Milani a federal Henrique Afonso pode ajudar a cunhada na disputa para federal
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Paulinho da Força reafirma compromisso com pré-candidatura de Vanda Milani a federal

O presidente do Solidariedade, deputado federal Paulinho da Força, reafirmou agora há pouco, em Brasília, o compromisso do partido com a pré-candidatura da procuradora de
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Henrique Afonso pode ajudar a cunhada na disputa para federal

O ex-deputado Henrique Afonso (PSDB) não ficará de fora da disputa política em 2018. Se não for candidato, o que é muito provável, vai ajudar
30 Out 2018

Quem manipula os povos indígenas contra o desenvolvimento do Acre

* Valdir Perazzo

 

O candidato ao governo do Acre pelo PSL, Coronel Ulysses, defendeu um projeto diametralmente oposto ao do PT para o desenvolvimento do Acre. Para o aludido candidato, que acredita na livre iniciativa, o Agronegócio é a saída econômica para recuperação da economia do Estado. Nesse aspecto, está em perfeita sintonia com o deputado federal Jair Bolsonaro, líder nas pesquisas para o segundo turno, nesse domingo.

De igual forma, o senador Gladson Cameli, eleito governador do Acre por uma Frente Liberal de Oposição, o Acre só se recupera da crise em que está mergulhado, com inúmeras empresas fechadas e mais de 120 mil desempregados, resultado de 20 anos de políticas assistencialistas, se adotar o Agronegócio como estratégia para desenvolvimento do Estado.

Nós, do Movimento “Liberais do Acre”, comungamos das ideias dos dois próceres que derrotaram o petismo, e seu programa socialista, aqui chamado de “Florestania”, nas últimas eleições majoritárias e proporcionais. O povo apontou o rumo a ser seguido para o desenvolvimento do Estado do Acre.  Ou seja, o projeto do Agronegócio. Da livre iniciativa. Da concorrência e do mérito.

Ocorre, entretanto, que não bastou vencer as eleições do dia 07 de outubro findo. Existem adversários a serem enfrentados, para se implementar – agora sob o pálio do Governo Gladson Cameli – uma política de agronegócio, no escopo de retirar o Estado do descalabro econômico em que se encontra.

E aqui repetimos o título desse artigo. Quem manipula os povos indígenas contra o desenvolvimento do Estado do Acre? São exatamente esses que manipulam os povos indígenas, os que atrasaram o Acre nesses últimos 20 anos, e o fizeram com respaldo nas politicas socialistas do Partido dos Trabalhadores – PT. É preciso vencer os manipuladores dos povos indígenas para se adotar a política do agronegócio.

Sobre essa questão, o Dr.  Plínio Correia de Oliveira teve visão profética. Há mais de 30 anos atrás escreveu um livro, cujo conteúdo está atualíssimo. Refiro-me ao livro “Tribalismo Indígena – Ideal Comuno-missionário para o Brasil no Século XXI”. Nesse livro, Dr. Plínio denuncia a ofensiva radical (esquerdista dos católicos progressistas) para levar à fragmentação social e política da nação brasileira.

O livro é uma campanha. Campanha contra os que querem dividir a nação. Os que manipulam os povos indígenas, querendo isolá-los em reservas florestais, como bichos de zoológicos, mesmo contra a vontade do índio, que quer se integrar à nação brasileira. Joaquim Nabuco dizia que todo livro deve ser uma campanha. É o que fez o saudoso e fervoroso Católico.

Do livro de Dr. Plínio Correia de Oliveira, atualizado por Nelson Ramos Barreto e Paulo Henrique Chaves, extraio depoimento de um índio que confirma o que acabamos de dizer. Ou seja, quem quer isolar os índios são os manipuladores. O índio quer integrar-se à nação brasileira.

Getúlio Barbosa, tuxaua do Flexal, em Roraima, deu esse e eloquente depoimento: “Somos brasileiros, queremos viver em paz com todos os brasileiros, os que vivem no município de Uiramutã. Os que não são índios são brasileiros também, nasceram aqui. Nós temos todos os documentos como os brasileiros, não queremos viver isolados. Os nossos companheiros que estão ligados ao CIR correm o mundo todo como nossos representantes, é mentira. Nós queremos continuar trabalhando, não queremos viver isolados, como bichos, a FUNAI proíbe muitas coisas”.

Chegou às minhas mãos também, o livro do qual fiz a paráfrase do título: “Quem Manipula os Povos Indígenas contra o Desenvolvimento do Brasil”, da autoria de Lorenzo Carrasco e Sílvia Palácios, que gentilmente me emprestou o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Acre, Assuero Veronez. Já o li. O livro denuncia como o Conselho Mundial de Igrejas, que, numa visão socialista, manipula os indígenas, contra o desenvolvimento do Brasil.

Do livro extraio esse pequeno excerto, do qual se conclui quem são os manipuladores dos índios: “Órfã da derrocada do chamado socialismo real, grande parte da militância ambientalista-indigenista é constituída por antigos defensores do coletivismo marxista, que o trocaram por um novo milenarismo messiânico, agora, para salvar não mais o proletariado internacional, mas Gaia, a Mãe-Terra, do ímpeto destruidor de uma raça humana que se obstina progresso e, em especial, pela industrialização e modernização das economias de todas as nações”. Esses milenaristas (indigenistas-ambientalistas), contrários ao progresso, estão, de fato, a serviço da proposta do governo mundial (socialista).

Um terceiro livro que chegou às minhas sobre esse tema do ambientalismo, cujo objetivo é travar o desenvolvimento do Brasil, especialmente da Amazônia, é o de Dom Bertrand de Orleans e Bragança, intitulado “Psicose Ambientalista”, com o seguinte sub título: “Os Bastidores do Ecoterrorismo para Implantar Uma Religião Ecológica, Igualitária e Anticristã”, no qual o autor adverte para que os brasileiros não se deixem enganar por este “Cavalo de Troia”.

Pois bem. O Acre viveu esses últimos 20 anos sob o pálio dessa mentalidade indigenista-ambientalista, liderado por Chico Mendes e seus herdeiros políticos, especialmente os líderes do Partidos dos Trabalhadores, que aqui denominaram tal política (indigenista-ambientalista) de “Florestania”. O resultado dessa política foi o atraso do Acre, em relação ao vizinho Estado de Rondônia, em uma vintena de anos. Levaremos mais 20 anos para chegarmos, em termos de desenvolvimento, ao que Rondônia é hoje.

Somos o Estado, proporcionalmente, com um dos maiores índices de encarceramento do Brasil. São 120 mil pessoas desempregadas, num Estado com 800 mil habitantes. Mais de duas mil empresas com suas atividades encerradas. Um futuro sombrio para os jovens! Duas décadas perdidas!

Para retomarmos o crescimento do Acre, dando-se enfoque ao Agronegócio, impõe-se a necessidade da desconstrução desse discurso ambientalista-indigenista que nos levou ao atraso. Não será fácil! Todos os homens e mulheres desse Estado, com menos de 40 anos, foram formados sob a égide desse discurso falacioso do igualitarismo, propagado pelo Partido dos Trabalhadores e seus aliados, graça a Deus, derrotados nas últimas eleições.

Nesse escopo, eu e o Senador Fernando Lage (suplente), o professor Nilo Barreto, já fizemos gestões junto ao Presidente da Federação da Agricultura do Estado do Acre, Assuero Veronez, para realizarmos, no início do próximo ano, um seminário com os autores dos livros citados, dando-se início a esse importante debate de um novo projeto para o Acre, agora sob as bênçãos de um governo (Gladson Cameli), em que se respire liberdade, mormente tendo como presidente da República, Jair Bolsonaro, com ideias favoráveis às que se advoga nesse artigo.

 

* Valdir Perazzo Leite é  líder do Movimento Liberais do Acre

 

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