Itens filtrados por data: Abril 2018

O pré-candidato a governador pelo PRTB, Lyra Xapuri, disse que caso venha a ser o próximo governador do Acre ele já tem uma inspiração a prosseguir: o governador Edmundo Pinto, morto em pleno mandato em 1992. Ele também quer ser parecido com Orleir Cameli, o governador que mais asfaltou estradas no Acre. “É que o serviço da época do Orleir era todo bem feito”, diz ele.

Em carta enviada ao Blog do Evandro Cordeiro, Xapuri escreveu o seguinte:

“Edmundo pinto foi um exemplo de gestor no Acre. Ele não tolerou corrupção. O Edmundo Pinto acompanhava de perto a execução das obras e defendia sempre o interesse da população e não das empresas. Se seu modelo de gestão com eficiência e eficácia, a gestão de resultados, valorizando o servidor público tivesse permanecido, hoje o Acre seria um Estado forte na Amazônia. Ele deu a sua vida mas não se curvou às empreiteiras que queriam fazer cartel no Estado. Já o governador Cameli foi um governador de transformações social e de rodovias, o rei das rodovias. Foi quem asfaltou a BR-317, de Rio Branco a Brasileia, e a BR-364, de Rio Branco a Sena Madureira, e do rio Liberdade a Cruzeiro do Sul, os trecho de asfalto do tempo de Orlei era asfalto de qualidade. Na época dele era bom demais. Medicamentos chegavam no Acre direto da Europa. A saúde do Acre vivia um tempo novo. O Pronto Socorro foi reformado e equipado, a Fundação Hospitalar tinha médicos e remédios. A saúde do Acre vivia um novo momento de modernização e a Educação tinha ônibus e os alunos uniformes escolares e bicicletas. Os estudantes de baixa renda recebiam kits escolares, como cadernos, mochilas, bolsas. Os ramais tinham um desenvolvimento importante e a agricultura, através da Cageacre, funcionava. Tinha as peladeiras de arroz que lamentavelmente hoje estão abandonadas. Orleir, para mim, foi um gestor eficiente. Sem contar as ações sociais. O Acre seria um Estado grande se a gente tivesse continuado o modelo deles de gestão”.

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O presidente do Solidariedade, deputado federal Paulinho da Força, reafirmou agora há pouco, em Brasília, o compromisso do partido com a pré-candidatura da procuradora de Justiça Vanda Milani a deputada federal. Ela está na capital federal desde ontem tratando exatamente de como o partido se comportará em relação ao Acre e as notícias são alvissareiras. “Nosso presidente está mais comprometido com o Acre do que nós imaginávamos. Toda a atenção será dada a nossa candidatura”, disse a pré-candidata ao Blog do Evandro Cordeiro.

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A vereadora Lene Petecão (PSD) disse que a vice-prefeita de Rio Branco, Socorro Neri (PSB), ganhou um presente de Grego do ex-prefeito Marcus Alexandre, que deixou a prefeitura para disputar o Governo pelo PT: o aumento da passagem de ônibus na “boca do caixa”. Pior: saiu e deixou a capital conhecida como a cidade dos buracos. Ela fala ao Blog do Evandro Cordeiro, também, sobre a reeleição de seu irmão, o senador Sérgio Petecão (PSD). Veja:    

 

Blog – Vereadora, porque a Câmara se cala diante da situação em que está cidade de Rio Branco, um buraco só¿

 

Lene Petecão – Quem se calou¿ Eu nunca me calei. Todo mundo vê como o prefeito Marcus (Alexandre, PT) largou a cidade de Rio Branco. A cidade é um buraco só. Aliás, nossa capital está conhecida em todo canto como a cidade dos buracos e onde posso eu protesto por isso. Uso a tribuna. Já apresentei diversas propostas, mas eles não conseguem resolver nada. Eles se perderam.

 

Blog – E o aumento no preço da passagem de ônibus vai ser ao menos questionado pela Câmara¿

 

Lene Petecão – Lógico! O aumento da passagem é uma afronta à população. Pior de tudo é que o Marcus não honrou alguns compromissos feitos no começo do ano e acabou colocando no colo da prefeita Socorro essa bomba. Ela nem merece esse presente de Grego. Ele tirou o poder da Câmara de discutir e votar sobre a passagem de ônibus e matou nós aqui. A nossa população não pode engolir esse aumento. É arbitrário. O Marcus não foi cortes com a prefeita ao deixar uma bomba dessa pra ela.

 

Blog – E a relação da Câmara com a nova prefeita é boa¿

 

Lene Petecão - Ela chamou a gente para conversar, fez uma coisa bem típica de nós mulheres. Eu mesma estou dando um tempo para ela porque ela não vai resolver em dois meses o que não foi resolvido em 20 anos. Mas não deixei de ser oposição. Estou de olho.

 

Blog – E a reeleição de seu irmão, o senador Petecão¿

 

Lene Petecão - A reeleição do Petecão... ¿ Eu percebo o quanto ele cresceu, o tanto que ele é comprometido com esse mandato dele. Meu irmão vai sair vitorioso porque fez por merecer. Ajudou todas as prefeitura sem olhar pra bandeira de partido. Estou muito motivada para ir pedir votos para ele, porque as pessoas gostam dele. Por isso aparece sempre bem nas pesquisas.     

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Membros de entidades de classes como urbanitários, agentes penitenciários, Ufac, associações de moradores e outras organizações que não usam o cabresto do PT se reuniram agora há pouco para organizar um protesto em Rio Branco contra o aumento da passagem de ônibus. Ficou certo que o ato acontecerá em algum lugar do centro da cidade, na parte da manhã. Um dos líderes do movimento, Josimar Tavares, presidente da Associação de Cabos Eleitorais, disse ao Blog do Evandro Cordeiro que é impossível a sociedade ficar calada diante de uma excrescência como esses aumentos na passagem um atrás do outro. A prefeitura, pelo menos quando era comandada pelo atual pré-candidato a governador pelo PT, Marcus Alexandre (PT), atendeu todas as exigências das empresas de ônibus e as entidades que deveria ser contra acompanharam o prefeito, principalmente maioria dos líderes comunitários, alguns deles acusados de receber “mensalinhos” do ex-prefeito. “Então não restou alternativa. Vamos puxar o protesto na próxima segunda-feira. E quam quiser se juntar a nós é só me ligar no 99957 8104”, declarou.

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O senador Sérgio Petecao (PSD) disse hoje que o professor Carlos Coelho não fala pelo seu grupo político quando aparece nas redes sociais declarando seu voto ao pré-candidato a senador pelo PT, Nei Amorim. Coelho, segundo Petecao, não é sequer coordenador de sua campanha. Apenas presta assessoria por meio de sua empresa, a Coelho & Farias. "Não no voto dele. Mando no meu, que para o Senado é Petecao e Márcio Bittar", afirma.
“O Coelho não fala pelo Petecão. Ele presta pra mim uma consultoria política. Ele sequer é filiado ao nosso partido. Eu não posso exigir dele exclusividade. O que eu acho é que eu só posso convencê-lo a votar em mim. Eu sei que o meu voto (para Senado) é Petecão e Márcio Bittar. E ele não é coordenador da minha campanha. Meus coordenadores são o Solino, o Lael, o Montana, a Marfisa e eu pessoalmente”, responde o senador.

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O primeiro suplente de vereador em Brasileia, advogado Valadares Neto (MDB), disse ao Blog do Evandro Cordeiro que a administração do município precisa ser repensada urgente porque os munícipes vêm pagando um preço alto com cada prefeito mais desastrado que o outro recentemente. Em curta entrevista ele apresenta a receita da mudança. Veja:

 

Blog – Vereador quando é que Brasileia vai sair do buraco, literalmente, ante uma administração desastrada atrás da outra¿

 

Valadares Neto – Infelizmente acabamos de passar por uma administração desastrosa e na atual algumas coisas estão se repetindo. Precisamos sair desse atraso. Que os gestores sejam escolhidos por suas capacidades e competências e não simplesmente por afinidades ou simpatia política.

 

Blog – Tem uma solução mais prática, com menos retórica¿

 

Valadares Neto – A receita é simples mesmo. Na atual conjuntura política e econômica o gestor precisa se reinventar, aplicar recursos em prioridades e descartar supérfluos. Enfim, se planejar e administrar conforme as necessidades, incentivando nossos potenciais regionais e ai vai dar tudo certo.     

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O ex-secretário de Pequenos Negócios do Governo, Henry Nogueira, foi convencido a disputar a eleição para deputado estadual, depois de anunciar sua desistência há cerca de 15 dias. Filiado ao PROS, ele ouviu os conselhos do presidente Fernando Melo, da esposa, a enfermeira e pastora Audeslândia, além dos amigos que apostam nele como futuro deputado estadual. “Voltei atrás da minha decisão e agora vou cumprir meu papel como candidato rumo a vitória. Os amigos estão todos juntos no projeto e foi nisso que pensei e foi isso que pesou para a decisão de disputar a eleição”, disse Nogueira.    

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A pré-candidata a deputada federal Charlene Lima, do PTB, nasceu no Vale do Purus e será essa a região onde ela reparará um erro histórico cometido até aqui pelo fato de nunca ter sido eleito um parlamentar nascido naquele lugar: “Eles não priorizam as emendas para cá. Manda uma ou outra só para garantir palanque nas eleições. Nós vamos corrigir isso. Vamos ajudar o Estado todo, claro, mas Sena Madureira, Santa Rosa e Manuel Urbano vão ter uma atenção especial no nosso gabinete”, diz ela para explicar porque decidiu disputar para federal, ao invés de estadual, como era a proposta inicial. E disse mais ao Blog:

 

Blog – Charlene você sentiu ter dado o passo certo ao optar pela disputa para deputada federal ao invés de estadual¿

 

Charlene Lima – Claro. O PTB é um partido grande no Brasil e nós crescemos muito ele no Acre, organizamos, por isso precisava de um nome para disputar para federal aqui no Estado. Do ponto de vista pessoal, a região onde nasci, o Vale do Purus, também precisa de um deputado federal, porque os de fora não nos priorizam. E isso tudo contou. Veja: eu sou executiva e um mandato de deputado estadual é limitado. Porque não exercitar meus dotes como executiva numa cadeira de deputado federal¿ Lá poderei explorar mais isso. E melhor: as pessoas aceitaram muito bem o meu nome na disputa para federal. Vale lembrar que nossos deputados federais nunca priorizam a região do Purus. Eles priorizam as regiões deles. Quanto a minha candidatura, tive o aval da executiva nacional e dos 26 pré-candidatos a estadual. Então acho que tomei a decisão correta.

 

Blog – Que tipo de eleitor você tem encontrado na rua¿ É muito indignado¿ Quer mudança mesmo¿

 

Charlene Lima - Os eleitores da capital querem mudança porque estão desacreditados da política. Os do interior já são mais tradicionais, mais tolerantes. Na capital o sentimento é de mudança, de indignação. Alguns ameaçam até nem se intrometer na política, ameaçam não votar, mas no fundo são esses que estão afim de nomes novos, como o meu, por exemplo, limpo.   

 

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O ex-deputado Moisés Diniz é, aos 55 anos de idade, o acreano de Tarauacá mais discutido do momento. Não sem razão. Ele acaba de deixar a UTI de um hospital contando uma experiência daquelas que mais atrai os homens: uma rápida passagem pelo além. Ele já contou quase tudo o que viveu quando “morreu” por sua página no Facebook, mas em uma conversa curtinha com o Blog ele falou de como estar a vida depois do acontecido. Veja o que ele disse:    

 

Blog - Deputado, a publicação de sua experiência com a "quase morte" virou uma romaria no Facebook. O que o senhor enxerga com tanta curiosidade das pessoas diante de um assunto tão complexo?

 

Moisés Diniz - Acho que é o desejo de todo ser humano de ser feliz, de ajudar os outros. O desejo de eternidade que está dentro de todos nós. É a nossa área límbica funcionando, nosso cérebro neolítico, quando deixamos de ser agressivos répteis para nos tornar amorosos mamíferos, quando surgiu o útero de um filho por gestação e a amamentação. A mãe amamentava e cuidava. Acho que, lá dentro, Deus estava formando o homem. Quando Deus nos fez do barro (que agora a ciência comprovou essa origem) Ele quis que o homem vencesse todas as etapas da vida, que nossa alma fosse ficando cada vez mais eterna, cada vez mais bondosa. O homem nasce bom, com influência genética sim, mas, a sociedade o melhora ou o piora. Imagine se eu fosse candidato, já tinha gente dizendo que eu estava querendo me promover. Deus faz tudo correto no tempo dele.

 

Blog - Depois de tudo isso como é a vida enxergada pelo Moisés Diniz?

 

Moisés Diniz - Hoje fui caminhar cedo. Quando passei em frente à Fundacre, vi um homem correndo (saindo de lá), com a roupa de hospital e material tipo soro e esparadrapo nas mãos. Ele corria e eu não conseguia alcançá-lo. Pensei que era um paciente fugindo. Quando o alcancei, e perguntei como ele estava, ele disse que estava bem. Era um funcionário, que estava apressado, pra ir aplicar uma injeção na sua avó, no Esperança. Acho que sofri um choque de Deus e tenho que ter humildade pra encontrar o caminho da gratidão com Ele.

 

Blog – Passado o momento o senhor já decidiu o que fazer no resto de vida que lhe resta? Vai disputar outras eleições, vai cuidar da família, ou só cuidar da espiritualidade?

 

Moisés Diniz - Só Deus pra me dar essas respostas todas. Vamos seguir. A vida está muito difícil e o melhor agasalho é estar perto de quem te ama, da tua família, procurar os velhos amigos, pedir desculpas pela ausência, fazer o bem, não guardar riquezas que as traças comem, tentar ser honesto (o que é uma guerra diária), cuidar do corpo e da mente e, principalmente, lutar pra não perder a nossa alma.

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O ex-deputado estadual Astério Moreira, jornalista de profissão, pode reaparecer no cenário político em 2020. Se isso acontecer ele estará atendendo a convites para ajudar a “refazer Brasileia”, município maltratado por desastradas gestões recentes e atingido por intempéries climáticas inexplicáveis. Uma das cheias dos últimos anos chegou a cobrir metade da cidade. Vereador por dois mandatos naquela cidade, no final dos anos 1980 e início dos anos 1990 e duas vezes candidato a prefeito, Astério iniciou a carreira política lá, onde nasceu.

Liguei para o Asterinho, como é mais conhecido no meio jornalístico, e ele não quis polemizar, mas não desmentiu o convite. Até adiantou que se for num consenso, com muitas ajudas, ele se disporia à tarefa. Admite que Brasileia precisa ser “recriada” e bem cuidada, mas pediu para entrar com mais detalhe sobre o assunto depois das eleições. “Cordeirinho, depois das eleições a gente senta num grupo de amigos, nós que somos de Brasileia, e vamos discutir o futuro daquele município tão lindo, tão importante geográfica e politicamente”, disse. Cordeirinho é como ele me chama desde que éramos jovens.         

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