26 SP_ABRIL 2018

A pré-candidata a deputada federal Vanda Milani, procuradora de Justiça, elogiou as propostas do pré-candidato a senador Márcio Bittar (MDB) de por fim a perseguição a agricultores e pecuaristas do Acre, imprimida pelos governos do PT nos últimos 20 anos. Ela reforça a idéia de Bittar afirmando que na hora de colocar tudo isso em prática a bancada inteira precisará  ajudar. Bittar quer revisar todas as multas impostas aos colonos e iniciar uma discussão para a mudança radical na lei do desmatamento. Hoje o cidadão tem direito de derrubar apenas 20% de sua área, limitando sua capacidade de produção. O pré-candidato destaca ainda o domínio por grandes empresas que exploram a floresta com o aval do Governo, dentro do já falido projeto de florestania. Biitar é um dos dois pré-candidatos a senador pela oposição - o outro é o senador Sérgio Petecão. Vanda deverá disputar a eleição pelo Solidariedade.  

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O senador Gladson Cameli (PP) puxa desde a última quinta-feira, 12, uma caravana pelo interior do Acre sendo apresentado como pré-candidato a governador em uma junção histórica de doze partidos. Nos discursos seguidos ele apresentou propostas como a redução da máquina administrativa e altos investimentos nos setores industriais e agrícola, capazes de gerar emprego e renda, mas também fez críticas ao atual sistema liderado pelo PT. O gasto dos últimos 20 anos com propaganda, por exemplo, foi fatalmente acertado. “Não é possível um Governo gastar mais com propaganda do que com a Polícia Militar. A Companhia de Selva pode arrumar suas malas para deixar o Acre a partir de janeiro de 2019”, disse na festa em Feijó, onde o prefeito Kiefer Cavalcante (PP) reuniu muita gente.

A Companhia de Selva a que se referiu o senador Gladson é a empresa de comunicação que leva o bolo da mídia do Governo há quase 20 anos. Segundo se tem apurado, algo em torno de 15 milhões anuais. Foi contratada ainda no Governo Jorge Viana (PT) e nunca mais “perdeu licitações” na briga pela verba de mídia, transformada numa fortuna pelos governos de esquerda. A empresa, que pertenceria a dois publicitários pernambucanos, era uma pasta transportada debaixo de sovacos nos anos 1990, mas virou uma gigante da comunicação, deixando para trás inúmeras outras do ramo até mesmo criadas por aliados históricos do PT.

Sobre essa empresa pouco se sabe do ponto de vista fiscal, mas no grosso é sabido que os milhões de verbas aquinhoados dos cofres do Governo a transformou numa propagandista gigante e porreta capaz de gerar “milagres” em suas peças publicitárias, veiculadas na imprensa. Por meio desta a Cia de Selva mostra um Acre prodigioso, espécie de Paraíso estabelecido abaixo da linha do Equador. Seu poderio “matou” até mesmo emissoras gigantes da comunicação local. Alguns empresários se queixam que a fatia do bolo publicitário é tão minguado ao ponto de não ser possível cobrir sequere a folha de pagamento. Com uma possível vitória da oposição esse tipo de situação deverá ser invertida, segundo anuncia o pré-candidato Cameli. “Alguns tipos de mamatas estão prestes a acabar no Acre com nossa eleição esse ano”, afirmou o senador em praticamente todos os discursos que fez de Cruzeiro do Sul, passando por Feijó, Tarauacá, Manuel Urbano e Sena Madureira, nessa ordem.

Os discursos de Gladson Cameli (PP) foram reforçados por pré-candidatos ao Senado e a deputado federal. Para Márcio Bittar (MDB), por exemplo, o Governo petista abusa da máquina administrativa, ao invés de investir no homem do campo e na indústria. “Vou iniciar uma luta em Brasília para anistiar as multas impostas duramente pelo PT aos agricultores e lutar para aumentar a cota de desmate”, afirmou ele no discurso de Feijó. Sérgio Petecão (PSD) é mais leve nas falas, mas igualmente contundente. “O PT não tem mais nem o que prometer às pessoas”, disse o senador que disputa a reeleição, em um evento em Cruzeiro do Sul.

No computo geral a caravana da oposição foi elogiada pelo tanto de curiosos que foi vê-la. Os ambientes ficaram sempre lotados. E também pela união entre as suas principais figuras. O deputado federal Major Rocha (PSDB), pré-candidato a vice-governador, afirmou em todos os discursos que perdeu a aposta quem esperava pela oposição desunida. “Fizeram de tudo, pelo menos através de parte da imprensa, para anunciar nosso racha. Não contavam com o bom senso de nossos partidos. Estamos mais do que unidos para resgatar o Acre para as pessoas, ao invés de deixa-lo nas mãos de uma ‘seita’”, afirmou.    

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A oposição iniciou na última sexta-feira, 6, uma andança pelo interior do Acre, depois de dar a largada em um café da manhã servido na sede do PSDB, em Rio Branco, onde se anunciou unida, com doze partidos a reboque. Foi uma das maiores alianças já construídas desde o MDA, em 2000. Gladson Cameli (PP), pré-candidato a governador, Major Rocha (PSDB) como vice, Sérgio Petecão (PSD) e Marcio Bittar (MDB) pré-candidatos ao Senado, é a junção que o PT não queria, segundo um dos articuladores da chapa, o deputado federal Alan Rick (DEM). “Eles queriam nós espatifados. Quem apostou nisso perdeu”, diz o parlamentar.

Depois do café da manhã em Rio Branco, veio o evento do Quinari, ainda na sexta, e no sábado a festa foi no Bujari, atos todos prestigiados por figuras de partidos e pessoas interessadas por uma chapa forte da oposição. O senador Sérgio Petecão era um dos mais entusiasmados nesse final de semana. Fez discursos bons e ao Blog do Evandro Cordeiro fez a seguinte declaração: “Agora eu quero ver alguém segurar essa chapa. A oposição vai queimando 70 rumo à vitória”. O “queimando setenta” é uma alusão a um velho ditado, corriqueiro depois da conquista da Copa de 1970.

Além de Petecão, o outro pré-candidato ao Senado pelas oposições, Marcio Bittar, também muito empolgado, iniciou a caminhada fazendo um discurso por meio do qual faz analogia ao desprezo que o PT tem pelos dons de Deus. O pré-candidato a governador, Gladson Cameli, tem dado preferência ao discurso que anuncia o fim da perseguição a fazendeiros, a empresários e servidores públicos. Ele também tem citado a chapa alternativa puxada pelo coronel Ulisses Araújo (PSL). “Precisar ser respeitada. Peço, inclusive, que nossos amigos não entrem em rota de colisão com a chapa deles, pelas redes sociais”, afirma.

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O ex-candidato a prefeito de Sena Madureira, Carlos Vale, é, desde ontem, uma das estrelas do PTB na região do Vale do Iaco, após ser lançado pré-candidato a deputado estadual, em um festa prestigiada por muita gente, no auditório da escola Dom Julio Matiolli. Todas as cadeiras foram ocupadas e havia gente em pé dentro e fora do ambiente escolhido para iniciar sua caminhada rumo a Assembleia Legislativa. O evento acabou virando uma grande festa da oposição, decorrência de ter sido prestigiada pelo pré-candidato a senador Marcio Bittar (MDB), pela pré-candidata a deputada federal Charlene Lima, presidente estadual do PTB, entre outras figuras da oposição.

Carlos Vale é gestor público e servidor concursado do Estado. Era presidente do DEM no município e em 2016 foi candidato a prefeito de Sena Madureira. Agora no PTB, Carlos reuniu nessa festa lideranças que lhe apoiam em Manuel Urbano, Santa Rosa e Rio Branco. É, naturalmente, um dos favoritos da região. Recebeu elogios da presidente Charlene Lima, do pré-candidato a senador Marcio Bittar e de lideranças locais que também usaram a palavra.

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O pré-candidato a senador pelo MDB, Marcio Bittar, rasgou elogios ao senador Sérgio Petecão (PSD) na noite desta quinta-feira, 5, durante um evento do PTB promovido no auditório da escola Dom Júlio Matiolli, em Sena Madureira. O ambiente estava lotado, inclusive com pessoas em pé. Era lançamento da pré-candidatura a deputado estadual do ex-candidato a prefeito do município, Carlos Vale, liderança regional do PTB. Bittar fez um discurso curioso, prometendo brigar no Senado contra as duras leis impostas pelo PT contra agricultores e fazendeiros em nome da florestania e questionou a segurança pública, que chama de desastre graças a falta de uma política estratégica dos governos petistas, nos últimos 20 anos. Ao final de sua fala, elogiou a pré-candidata a deputada federal Charlene Lima, presidente estadual do PTB, o próprio Carlos Vale, outras lideranças locais e evocou a chapa majoritária da oposição, puxada pelo pré-candidato a governador Gladson Cameli (PP). E concluiu assim: “Eu também sou Petecão de novo”, se referindo ao outro pré-candidato da oposição ao Senado, o senador Sérgio Petecão. Foi aplaudido longamente. Petecão mandou para representá-lo no evento o advogado Lael Negreiros, secretário geral do PSD.

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