19 SP_OUTUBRO 2018

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilerlei Cordeiro (PP), conseguiu uma proeza na saúde: não deixar mais faltar remédio para quem é consultado nos postos da prefeitura. A fórmula encontrada é simples, segundo ele mesmo. Foi só centralizar a distribuição de medicamentos em uma farmácia central. Distribuídos nos postos, o remédio “desaparecia” em um dia. Até flagrantes de desvio foram feitos. “Agora tem remédio toda hora porque a prefeitura conseguiu controlar tudo”, diz o prefeito.

Mais que centralizar distribuição de remédios, a prefeitura tem avançado em outras frentes, como reorganizar o horário de trabalho de médicos e enfermeiros. E para consagrar o bom momento, o prefeito inaugurou nesta segunda-feira, 30, pela manhã, no centro da cidade, o Centrin, Centro de Tratamento de Integração Sensorial, que cuidará de crianças autistas. Pelo menos 70 famílias já estão inscritas no projeto, iniciativa da Ong Blue Angel com a prefeitura e apoio da Vara da Infância e da Adolescência. A inauguração foi prestigiada por diversas autoridades do município.

O médico Aldemar Cândido, mais conhecido como Doutor Mazinho, foi a figura mais prestigiada na inauguração por uma questão de justiça. Foi ele que teve a ideia de criar esse centro que tratará autistas. Ele mesmo foi buscar informações fora e acabou criando, com a parceria da prefeitura, uma unidade de referência no tratamento dessa patologia que atinge centenas de pessoas no Acre. Só Brasília barra Cruzeiro do Sul de agora em diante, nos cuidados com autistas. Doutor Mazinho também é reconhecido no Juruá por ter colocado ordem na saúde, após anos de “capengagens”. Ele colocou os médicos para cumprir horários e deu a ideia para centralizar a farmácia do município. “A saúde no município hoje vive uma nova história”, diz o vereador Marivaldo Valente de Figueiredo, o Marivaldo da Várzea, do MDB, um dos líderes da base do prefeito Ilderlei Cordeiro na Câmara de Cruzeiro do Sul.         

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O prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro (PP), iniciou uma revolução no sistema de abastecimento de água cavando poços artesianos.

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O prefeito de Cruzeiro do Sul, Ildelrei Cordeiro (PP), calou a boca de seus críticos em menos de seis meses, depois de transformar sua cidade em um canteiro de obras. Da rodoviária nova passando pelos poços comunitários, até uma clínica padrão construída para tratamento de autistas, além de asfalto, fazem parte do cronograma de benfeitorias iniciado pela prefeitura depois de um ano arrumando a casa, cortando privilégios de pessoas viciadas no poder há anos, contendo gastos supérfluos e promovendo mudança na relação da prefeitura com fornecedores e especialmente com a Câmara de Vereadores. Ao invés de inimigos políticos na casa do povo do município, Ilderlei tem parlamentares críticos com os quais tem ótimo relacionamento e que estão ajudando ele dar a volta por cima.

A última terça-feira, 24, foi separada pelo prefeito Ilderlei e parte de sua equipe para visitar as frentes de serviços, mas faltaram muitas visitas, tantos são os serviços em andamento. Animado, ele anuncia que mais difícil de visitar todas as obras vai ficar a partir da próxima semana, quando um mutirão de máquinas pesadas entrará nos ramais vicinais de Cruzeiro do Sul fazendo um trabalho semelhante ao de piçarramento mas com barro areusco. Centenas de famílias de produtores rurais serão beneficiadas a partir do barulho e do resultado da força desses tratores. “Irmão estou feliz pela oportunidade que Deus está me dando de melhorar a vida das pessoas de meu município”, responde sempre o prefeito ao ser questionado sobre polêmicas, como as que envolvem o ex-prefeito Vagner Sales (MDB) ou mesmo com as fofoquinhas contra ele pelas praças da cidade. “Por aqueles que me criticam eu só oro e assim Deus tem me dado vitória”, afirma Ilderlei, um pastor batista amado pelos fiéis da Igreja Batista do Bosque filial no Juruá, principalmente pela dedicação também à obra de Deus e pelas mensagens que profere em dias de culto.

A situação política do prefeito melhorou tão acentuadamente que ele passou a gerenciar os serviços do meio da rua. Ultimamente ir para o gabinete só se tiver demandas muito urgentes para assinar ou reuniões importantes, inadiáveis. Além do sistema de água levado às comunidades através de poços artesianos, o prefeito cruzeirense tem as quadras poliesportivas que estão sendo cobertas para visitar e o novo sistema de coleta de lixo da cidade, mais moderno da região Norte, fiscalizado diariamente pelo próprio prefeito. A limpeza da cidade agora acontece por intermédio de um procedimento padrão com horário cronometrado. Resultado de tudo isso: sucesso político. O prefeito sai pelas ruas para reparar os serviços e a população cumprimenta, agradecida. A reportagem do Blog do Evandro Cordeiro acompanhou ele por praticamente todas as regiões da cidade e registrou, além de muitas obras, os afagos dos moradores. No bairro Lagoinha, uma de distrito, o prefeito foi abraçado por onde passou. A comunidade nunca viu tanta obra em andamento ao mesmo tempo. A partir de amanhã você vai conhecer cada obra e vai saber porque as pesquisas dizem que o prefeito melhorou e será determinante para o candidato que apoiar nas eleições de outubro para o Governo do Estado.

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O prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro (PP), se não fosse um evangélico convicto, daqueles que passam o dia dando glória a Deus, já teria desistido de continuar no cargo. É que poucos prefeitos no Acre tiveram contra si levantes tão fortes, muitos de dentro da própria aliança, a rigor. Ele mesmo diz que seus opositores são, inclusive, maiores que os problemas da cidade. Mas responde a todos com serenidade. “Vou passando pela prova dando glória a Deus. Vou arrumando a cidade, enquanto os adversários vão se levantando contra mim. Enquanto isso a minha consciência continua tranquila diante do Senhor”, afirma.

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O prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, 40 anos, herdou do pai, o ex-deputado e empresário Idelfonso Cordeiro, morto em desastre aéreo em 2002, aquilo que bem caracteriza o povo juruaense: a simpatia e a espontaneidade. Ele acumulou experiências sendo vice-prefeito, no mandato da ex-prefeita Zila Bezerra (2007/2010), e no exercício de um mandato de deputado federal (2009/ 2012).

Cometeu equívocos que o levaram ao ostracismo, mas subitamente, nas eleições de 2014, recuperou seu prestígio com os quase 14 mil votos conquistados na disputa para tentar reconquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Foi uma votação tão expressiva que lhe reinseriu no cenário político.

Perguntado sobre quase tudo de sua gestão, respondeu tudo, inclusive que não tem padrinho político. Ele conserta alegando que tem pessoas que lhe ajudaram a chegar no poder. Sobre padrinho é mais lacônico: “Não tenho padrinho, tenho um pai que é Deus”. Em entrevista ao repórter Jorge Natal, ele fala pela primeira vez sobre sua gestão, ao menos de forma mais longa. Vaje a entrevista:

Repórter – Passados um ano e três meses, como o senhor avalia a sua gestão?

Ilderlei – Em primeiro lugar, quero agradecer a Deus por administrar o município onde nasci e cresci. Para mim é uma honra e um orgulho ser prefeito desta cidade tão querida e amada. São muitos os desafios. Estou pedindo a Deus sabedoria e saúde para cuidar da nossa cidade, buscando soluções para as demandas. Tivemos um ano atípico, inclusive enfrentamos a maior alagação de todos os tempos. Recebi o município com muitas pendências, principalmente no que se refere à pavimentação.

Poucos prefeitos se preocuparam com os serviços de qualidade e recapeamentos. Recebi um município com uma estrutura muito grande. Isso requer gastos com manutenção e pagamento de servidores. Tivemos que fazer manutenção em praticamente todas as máquinas e equipamentos. Tivemos que trocar pneus de todos os veículos, por exemplo. Não temos caixa para manter aquela estrutura e investir na cidade. Foi preciso enxugar a folha de pagamento, inclusive reduzindo o meu salário e de todos os nomeados em mais de 20%. Mas agora estamos colocando a gestão nos trilhos. Já avançamos muito, graças a Deus.

Repórter– A população tem reclamado muito, notadamente quando o assunto é buracos, recolhimento de lixo e iluminação pública. O que o senhor tem a comentar sobre isso?

 

Ilderlei – Com relação aos buracos, as gestões anteriores não se preocuparam em recapear as ruas. Nos já fizemos esse trabalho na Boulevard Thaumaturgo, na rua principal do Morro da Glória, nas ruas próximas ao Instituto Santa Terezinha e nas imediações da garagem da prefeitura. Também iniciamos uma operação tapa-buracos que ainda não parou. Infelizmente, com as proximidades do final do ano, não podíamos mais comprar asfalto porque a prioridade era pagar o funcionalismo. As gestões anteriores jogavam barro e restos de construção, que eram levados com as primeiras chuvas. Com o apoio de um empresário da cidade, decidimos fazer uma mistura e passamos a tapar os buracos com concreto, o que tem se mostrado bastante eficaz. Também abrimos novas ruas em locais onde só existiam trapiches, principalmente no bairro Miritizal. O mesmo serviço também foi feito no projeto Santa Luzia, nas proximidades do Cruzeirão e no Saboeiro. Quanto ao recolhimento do lixo, priorizamos a educação ambiental para que a população pudesse fazer a sua parte. Infelizmente, algumas pessoas não têm a paciência de acondicionar o lixo para ser recolhido nos dias certos. Por causa disso, mudamos a lei de resíduos sólidos e, a partir deste mês, aquelas pessoas serão autuadas, caso insistam em não colaborar com a prefeitura. Quanto à iluminação pública, nós não temos parado. Nossa equipe está todo dia nas ruas trocando lâmpadas, que, infelizmente, têm pouca durabilidade. Iremos trocar todas por led que trará economia para o município. Ampliamos ainda redes que não existiam, como é o caso de alguns bairros e vilas do nosso município, bem como a estrada que dá acesso ao aeroporto.

Repórter – O senhor aumentou ou criou uma taxa de recolhimento de lixo?

Ilderlei – A arrecadação antiga, que era cobrada junto com o IPTU, estava defasada e o valor não chegava a R$ 800 mil. Esso quantia é irrisória para custear o serviço no município. Detalhe: esse valor é para coletar o lixo doméstico. Fizemos um reajuste na tabela e o retiramos da cobrança junto com o IPTU. Agora, cada residência cadastrada, já temos 11 mil, terá o seu imposto específico. Também faremos o recadastramento imobiliário, o que aumentará significativamente o número de residências. No ano passado, infelizmente, apenas 30% desses contribuintes pagaram a taxa, que gerou um valor um pouco acima de R$ 200 mil. E aí vem aquela pergunta que não quer calar: cobram do gestor uma cidade limpa e organizada, mas não colaboram como cidadãos e munícipes. A nossa despesa mensal com esse serviço gira em torno de R$ 450 mil. Como fechar essa conta? É muito fácil criticar ou cobrar.

Repórter – O município já aprovou o plano de saneamento básico e resíduos sólidos?

 

Ilderlei – Isso foi um desafio muito grande. Esse tema é urgentíssimo e de grande importância, mas não priorizado pelas gestões anteriores. Tivemos que organizar a nossa equipe e dotá-la de condições para a execução dos trabalhos. Talvez sejamos o único município do Brasil que teve a ousadia de fazer os dois planos juntos. Aprovamos o de resíduos sólidos e estamos finalizando o de saneamento básico, que deve ser aprovado agora em maio. Devido a esse diagnóstico e apontamento de soluções, acredito que teremos uma cidade mais limpa, organizada e sustentável. Firmamos uma parceria com a organização não- governamental CBCN, uma entidade da Universidade de Viçosa que tem uma larga experiência nesta área.

Repórter – Quais foram as intervenções que a prefeitura fez na zona rural?

 

Ilderlei – Nos ramais fizemos algo que nunca existiu em gestões anteriores. Reunimo-nos com as organizações sindicais, com o governo do Estado e o Incra e traçarmos um plano de intervenção nos ramais. As gestões anteriores recuperavam, no máximo, cerca de 100 quilômetros. No ano passado, para a glória de Deus, atingimos 320 quilômetros de ramais. Ficamos responsáveis pelo Ramal 2 e alguns fundiários, além da sede do projeto Santa Luzia e do acesso à Praia Grande, Olivença e fomos até o São Luiz que fica no município de Guajará. Depois, o Badejo do Meio, Badejo de Cima, BR 307, Santa Luzia do Pentecoste, Japãozinho, Buritirana, Mariana, Ramal dos Paulinos e estrada do Canela Fina. Também tivemos a preocupação de qualificar os nossos produtores, oferecendo-lhes cursos técnicos e de boas práticas de pimenta-do-reino, cana-de-açúcar, produção de guaraná, café, piscicultura, açaí, entre outras culturas. Neste ano, vamos dar prosseguimento a outras qualificações e fazer outras etapas dos cursos já realizados. Temos uma emenda parlamentar do deputado Alan Rick para comprar equipamentos para os produtores de cana e farinha. Temos inúmeros parceiros e entidades nos apoiando nestes projetos. Eu creio que até o final da nossa gestão estaremos colhendo os frutos, ou seja, gerando emprego e renda para a nossa população. Este ano mesmo eu coloquei uma emenda para comprar roçadeiras para os agricultores.

Repórter– E as ações em saúde?

Ilderlei – Nos fizemos algo importantíssimo que nenhuma outra gestão se preocupou: criamos a central única de medicamentos. Com essa medida, passamos a ter um controle mais rígido e uma equipe técnica que a lei exige. Todos os medicamentos que os médicos prescrevem, que são de responsabilidade da atenção básica, graça a Deus, a gente tem atendido. Melhoramos o nosso centro de diagnósticos, dotando-o de equipamentos modernos. Saímos de 110 mil exames para 220 mil anuais. Isso é uma ação boa? Sim. Mas é um fato negativo porque é a comprovação de que a nossa população está doente. Também assumimos a malária, municipalizando o serviço e estamos fazendo o possível para diminuir os índices. Temos melhorado as condições de trabalho dos profissionais em saúde e levando o serviço com muita frequência para a zona rural. Estamos investindo 20% da nossa arrecadação com esse setor tão essencial para a qualidade da nossa população.

Repórter – E a educação também é uma prioridade?

 

Ilderlei – Há mais de dez anos, os gestores anteriores não cuidavam com a devida atenção das escolas da zona urbana. Era muito triste a situação. É só ver o depoimento de diretores e professores. Juntamente com o meu vice, o Zequinha Lima, lançamos o programa Escola Dez, que cuida do ambiente de trabalho e da qualidade do ensino. Reformamos, ampliamos e readequamos 17 escolas na cidade e mais algumas na zona rural. Além disso, com recursos do Fundeb, fizemos a cobertura de oito quadras esportivas. Nos próximos meses, mais três serão cobertas com recursos de emendas parlamentares. Isso é compromisso de campanha e com os bens públicos.

 

Repórter – A violência é uma triste realidade no município. O que a prefeitura está fazendo para evitar que os jovens sejam tragados pelo consumo e tráfico de drogas?

 

Ilderlei – Esse foi um dos meus principais compromissos de campanha. Estamos dando oportunidades para estagiários nas nossas repartições. Estamos concedendo bolsas remuneradas para mais de 20 jovens. Mas também temos ações no esporte, na cultura e no lazer. Resgatamos o Festival da Farinha, que não era realizado há 17 anos, e que trouxe um movimento cultural e turístico para a nossa cidade. Aumentamos os recursos da Lei de Incentivo à Cultura, incrementando mais projetos em quase as modalidades artísticas, dando oportunidades a novos talentos. No esporte, nenhuma gestão fez um campeonato com o vôlei. Também investimos no MMA, jiu jitsu, corridas pedestre e ciclística. Estamos apoiando as escolinhas de futebol. Tudo isso está tirando a juventude da ociosidade e do mundo das drogas. O esporte, a cultura e o lazer são ações de inclusão social. Também estamos concluindo a revitalização do balneário Igarapé Preto. Estamos com uma parceria com o Sesc para que as pessoas conheçam aquela estrutura. Recentemente, convidamos todos os prefeitos do Acre para vir para o lançamento do programa Internet Para Todos e eles se hospedaram lá. O Crôa também tem um grande potencial turístico. Firmaremos parceira com os moradores e, se Deus quiser, recapearemos aquela entrada para dar melhorar acesso ao local. Também estamos lutando para ter um voo semanal entre Cruzeiro do Sul e os nossos irmãos peruanos, o que vai incrementar o turismo na nossa região.

Jornalista – A administração pretende fazer concursos públicos?

Ilderlei – Gostaríamos muito, inclusive para diversas áreas. No entanto, existe um gargalo que impede isso: nós recebemos o município com 62% da receita comprometida com a folha de pagamento. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) diz que só pode contratar servidores se esse índice estiver abaixo de 52%. Esse é o nosso maior gargalo. Isso trava tudo, inclusive financiamentos para melhorar a nossa cidade. Se administração fizer recapeamentos e obras estruturais bem feitas, pagaríamos o financiamento com o dinheiro do tapa-buracos. Esse é a minha visão de gestor. Quero economizar e resolver os problemas do município.

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