Itens filtrados por data: Janeiro 2018

O reitor da Ufac, Minoru Kinpara, disse que “jamais” deixou de ter interesse na instalação do curso de medicina no núcleo de Cruzeiro do Sul. A afirmação é uma resposta a afirmações do deputado federal Alan Rick (DEM) em entrevista exclusiva concedida no último sábado, 24, ao Blog do Evandro Cordeiro, por meio da qual afirmou ter passado a lutar pelo curso por meio de faculdades particulares ao perceber “desinteresse da Ufac”.  (http://evandrocordeiro.com/item/1307-mesmo-depois-de-virar-padrinho-do-curso-de-medicina-em-cruzeiro-alan-rick-foge-da-polemica-sobre-vice). Em nota enviada ao Blog o reitor faz uma rápida explanação da situação e faz uma promessa: até meio da semana enviará à imprensa uma nota oficial da Universidade, assinada pela direção. Veja o que ele disse:     

“Amigo Evandro Cordeiro, infelizmente, no momento estou em São Paulo e não posso conversar, pessoalmente, com você sobre as afirmações que o Deputado Federal Alan Rick fez a respeito da implantação do curso de Medicina no Campus da Ufac em Cruzeiro do Sul em entrevista concedida a você. Jamais disse que não tinha interesse em implantar o curso de Medicina em Cruzeiro do Sul.  Pelo contrário, pedi o apoio de vários parlamentares para viabilizar esse e muitos outros cursos naquele município, pois sei o quanto a presença da Ufac no interior, oferecendo mais cursos, significa para a juventude dessa cidade. Como você é sabedor, somos gestores de uma instituição pública que depende 100% de recursos do Governo Federal, ou seja, por mais que queiramos implantar o referido curso, dependemos do apoio do Governo Federal. Tive várias conversas em Brasília e o Governo jamais sinalizou positivamente, liberando vagas para contratarmos professores e técnico-administrativos para abrirmos o referido curso ou mesmo disponibilizando recursos para construirmos toda a estrutura de laboratórios necessários. Como vamos abrir um curso de medicina sem as condições mínimas necessárias? Para o MEC é muito fácil e cômodo permitir que as particulares abram do que investir recursos na Ufac, pois o investimento do MEC, nesse caso, é zero, cabendo as particulares investirem seu próprios recursos. Não sou contra o investimento da instituição privada. Eles cumprem um papel importante. No entanto, defendo - e sempre defenderei - que o Governo invista recursos públicos em instituições, oferecendo cursos gratuitos. São poucas as pessoas que possuem condições financeiras para fazer um curso de medicina em instituições privadas, com o valor da mensalidade aproximado de R$ 9.000,00, já que o FIES e Pro-uni não atendem a todos. Um grande abraço e tudo de bom amigo”.

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O deputado federal Alan Rick (DEM) virou mesmo um dos principais padrinhos do curso de medicina que em breve será estabelecido na Ufac, núcleo de Cruzeiro do Sul. Pelo esforço tirou seu nome do rol de parlamentares com projeção política apenas na capital. Ele e maioria dos analistas políticos acreditam que conseguir o curso para o Juruá garantiu um “up” em seu mandato nessa reta final. Por isso o Blog tratou de entrevistar o deputado sobre o assunto e sobre outro inevitável, por osmose, a manutenção do nome dele como pré-candidato a vice na chapa da oposição que disputará o Governo, encabeçada pelo senador Gladson Cameli (PP). Menino! Ele correu da polêmica a uma velocidade de fundistas. Veja a entrevista:

 

Blog – O curso de medicina agora será uma realidade em Cruzeiro do Sul?   

 

Alan Rick - Sim. Os acreanos sabem da minha luta desde o início do mandato em favor dos acreanos que fazem medicina no exterior, principalmente na Bolívia.

Ouvindo a comunidade acadêmica pude perceber o anseio dos nossos estudantes por mais oferta de vagas para o curso de medicina no Acre.

 

Blog – Como se deu todo o processo?

 

Alan Rick - Em agosto do ano passado estivemos com uma equipe do Ministério da Saúde e o Dr. Rogério Abdalla, diretor da SGTES/MS, em visita à UFAC onde apresentamos a proposta da instalação do curso da UFAC em Cruzeiro do Sul. Ouvimos do reitor Minoro Kimpara que não havia interesse em instalar o curso no Juruá em virtude da dificuldade de manutenção de médicos professores na região e também para o custeio.

Em conversa com o Ministro da Educação, Mendonça Filho, ele me relatou do processo de homologação do curso de medicina para alguns municípios brasileiros que seriam candidatos a receber uma faculdade de Medicina. Daí conversei com o prefeito Ilderlei Cordeiro que se mostrou um parceiro desse sonho que hoje está se tornando realidade.

 

Blog – Com essa conquista o senhor considera que consolidou seu nome dentre os pré-candidatos a vice na chapa que disputará o Governo pela oposição, em cuja cabeça está o senador Gladson Cameli (PP)?

 

Alan Rick - Meu trabalho é em favor do povo do Acre. Quero deixar um legado de ações que ajudaram nosso povo. O reconhecimento é consequência. Espero mesmo é que tenhamos bons profissionais atendendo nossa população.

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A procuradora de Justiça Vanda Milani, pré-candidata a deputada federal, e o advogado militante Jekson Dutra, pré-candidato a deputado estadual, segundo suplente de deputado no PDT, chegaram chegando no Solidariedade, como se diz na gíria. Na tarde desta sexta-feira, 23, por exemplo, coordenaram novo ato de filiação muito concorrido, com caras novas chegando às pampas, muitas delas ex-eleitores da Frente Popular. Marcia Bittar, presidente da sigla, agradece. Pegou um partido morto, literalmente, e graças ao grupo que formou a sigla já começa a ser protagonista na oposição.   

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O pré-candidato a senador pelo PT, deputado estadual Nei Amorim, pode estar perdendo importantes aliados dentro da própria aliança partidária que dá sustentação ao Governo. O PHS estaria em primeiro lugar na fila. Segundo a fonte do Blog, o desentendimento seria por uma razão elementar: quebra de acordos. Imediatamente liguei para o presidente da sigla, Manoel Roque, mas alegando estar em reunião, ele entregou o celular a um “assessor”, que disse não saber de nada dessas coisas. Até a tarde desta sexta-feira essa história terá importante desdobramento, acredita a fonte. Consta que Amorim estaria tratando melhor os “de fora”, uma referência a pessoas da oposição que estariam fechando com ele, do que os próprios aliados. Com a palavra o próprio Nei e o presidente do PHS.    

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O governador Tião Viana (PT) está pouco se lixando com os problemas financeiros que o Estado passa justamente fruto de má gestão dele e do partido dele no País. É o que parece, porque acaba de nomear o comunista Marcos Afonso, ex-deputado federal, para o cargo de subsecretário de Turismo, Lazer e Hospitalidade. O salário é o fraco! R$ 20 mil “mangos”. De sua mesa, na Casa Rosada, fazendo uma besteira atrás da outra, esse mesmo governador quer eleger seu sucessor, o prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre (PT), este cheio de problemas com a Justiça e até hoje sem conseguir fazer uma obra estruturante na capital. (fonte: Folha do Acre)

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O almoço na República do Líbano vai estar mais barato a partir de hoje. Apernas R$ 9,99 o prato, servido a vontade. Com uma diferença: a comida é um luxo. Peixe assado ao forno, porco, carnes afogadas em molhos, frango e muita salada.    

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O governador Tião Viana (PT) usou seu twiter para colocar culpa no Governo Federal pela matança que ocorro no Acre. Em menos de dois meses, mais de 50 pessoas foram mortas, só em 2018. “Culpado: governo federal”, escreveu Viana. A acusação virou piada nas redes sociais, mas para o deputado estadual Nelson Sales (PP) o assunto não é motivo de brincadeiras. “A coisa está mais séria do que podemos imaginar. É preciso uma medida ser tomada, porque o acreano já não aguenta mais contar cadáveres”, disse o parlamentar. Quanto a colocar culpa no Governo Federal, Viana arrancou o seguinte comentário do Sales: “Até enquanto Lula e Dilma presidiam o Brasil, o governo federal não era culpado. Agora que é outro presidente, que não do partido deles, ai sim, o governo federal é o culpado. Por isso que as pessoas gozam do governador nas redes sociais”.     

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Um grupo de jornalistas está realizando a campanha "Com material, a escola é mais legal" para arrecadação de lápis, borrachas, apontadores, cadernos, mochilas novas ou usadas. Todo arrecadado será doado a estudantes carentes de Rio Branco.

O prazo, que terminaria amanhã, foi prorrogado até dia 02 de março (as aulas na rede pública começam dia 05 de março).

Os pontos de arrecadação são: Via Verde Shopping, Biblioteca Pública e supermercados Pague Pouco.

Bora ajudar?

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A cidade de Rio Branco cresce como rabo de cavalo, para baixo, dizia há anos o excêntrico Edvaldo Guedes, morto na década passada, depois de filosofar pelo Acre por quase 40 anos, discorrendo verdades que muitos insistiam em não ouvir. Hoje a declaração dele não seria nenhum exagero. A capital do Acre só viveu um planejamento nos anos 1980. Foi esse o único período em que a cidade foi “projetada” para se expandir em regiões fora do alcance, principalmente, da margem do rio Acre. Por meio de estudos os bairros evoluíram para a parte alta, até voltar a crescer desordenadamente outra vez, a partir dos anos 1990. Essa é uma realidade questionada por quem conhece do assunto como ninguém, os engenheiros Roberto Feres, urbanista que trabalhou nos abrangentes estudos para obras estruturantes naquela época, e o engenheiro agrimensor Wiliam Bitencourt, que disputou recentemente a presidência do Crea-Acre, procurados e provocados pelo Blog do Evandro Cordeiro. Veja o que eles disseram:

  

Blog – Professor Roberto Feres, como urbanista que trabalhou em estudos para obras estruturantes de Rio Branco há cerca de três décadas, o senhor sabe dizer se aquilo que foi iniciado na sua época, sob a ordem de prefeitos, não teve continuidadeNão foram feitos mais estudos nesse sentido? Por essa razão é que a cada inverno é a mesma cantilena, com proveitos políticos e etc..

 

Roberto Feres - Desconheço que haja estudos abrangentes realizados nos últimos 30 anos, principalmente de drenagem. Rio Branco tem um relevo bastante plano e para a realização de projetos para as sub-bacias é necessário conhecer bem esse relevo. Só vejo serem realizados levantamentos pontuais de topografia para obras localizadas (desapropriações, arruamento, loteamentos, trechos de redes de água, esgoto e drenagem), mas não para uma escala de projeto integrado.

 

Blog – Quando foi feito este último levantamento

 

Roberto Feres - O último levantamento altimétrico de Rio Branco foi realizado em 1982 e, na escala adequada para esse tipo de estudo, abrangia somente a parte que era ocupada naquela época. As obras que tenho visto acontecer, ou são a limpeza e retificação dos canais principais (Maternidade, Palheiral, Fundo etc) para a transformação das margens em parques lineares ou intervenções pontuais, como as da Getúlio Vargas, onde deu uma das enchentes recentes, da Rio de Janeiro (Floresta), Ceará, em frente à obra do SEBRAE. Em alguns casos, como na esquina do Juventus, há indícios de que a rede foi subdimensionada. Essa tem sido uma informação recorrente que me é comentada por ex-alunos que atualmente trabalham em empresas de construção. O certo é que muitos serviços parece estarem sendo realizados sem projeto ou com estudos precários.

Recentemente acompanhei da janela a realização de uma pequena rede na esquina do prédio da PF com a 364, com a finalidade de solucionar um empoçamento em frente à obra do TRE. Coisa para se fazer em uma semana, demorou mais de um mês. O bueiro da esquina ficou completamente fora do alinhamento da rua e, em breve, terão que refazer parte do trabalho.

Os projetos e planos relacionados à drenagem da cidade são de competência das secretarias da prefeitura. Ora do planejamento, ora da obras. Porém as obras recaem sobre a Emurb, geralmente. É sabido que a empresa passou por sérios problemas de gestão e isso eu acredito que contribuiu para a desorganização nessa área.

O que consta é que muitas mudanças estão em curso por lá e que as coisas mudaram muito nos últimos meses.

Em relação às drenagens é necessário que todas as intervenções passem por uma avaliação técnica de dimensionamento para que se garanta que a tubulação vai aguentar as maiores vazões provocadas pelas chuvas e também que se crie uma rotina de manutenção e limpeza das redes existentes.

 

Blog – Então Rio Branco tem, de fato, crescido como rabo de cavalo, para baixo

 

Roberto Feres – (rsrsrs) Os conjuntos fora do raio de ação do rio Acre foram construídos nos anos 1980. É bom lembrar que, na medida que a cidade vai sendo ocupada, as condições de escoamento da água mudam. Por exemplo: a região do shopping, que até poucos anos atrás era um matagal que não deixava a água escoar rapidamente para o igarapé, inclusive aumentando a capacidade de infiltração no solo. Com a construção do shopping, loteamentos, Havan, Cidade da Justiça etc, os terrenos foram "impermeabilizados" pela pavimentação, gramados e construções e a água que cai vai muito mais rapidamente para o igarapé e também infiltra muito menos no solo, aumentando a vazão e provocando as inundações que vimos recentemente. Por isso é necessária a realização constante de verificação da evolução da ocupação e do dimensionamento das redes existentes. Um exemplo: o planialtimétrico realizado em 1982, na escala 1:2000, acabava no Tangará.

 

Blog - Professor Wiliam Buitencourt, como se reduziria o número de flagelados a cada cheia do rio Acre, que sempre rende politicamente, mas castiga uma boa parte de moradores

 

 

Professor Wiliam - Para acabar ou reduzir com esta indústria de flagelados por ocasião das   enchentes, o primeiro passa seria a evacuação do contingente populacional das áreas ribeirinhas, possibilitando a eles uma alternativa de moradia decente e, não permitindo a reocupação das áreas desocupadas. Este seria o primeiro passo para se resolver um problema social grave e interromper o ciclo de calamidade pública relativo às enchentes. Seria o início do fim da nefasta indústria de recursos financeiros em função da desgraça dos mais miseráveis...

Recursos que, provavelmente, não sejam utilizados em prol dos atingidos na catástrofe.

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O deputado estadual Antônio Pedro (DEM), além de se firmar como liderança na região do Alto Acre pela defesa que faz a comerciantes e outras pessoas vítimas das políticas sufocantes do PT, se consolida, também, como nome importante da oposição. A razão é elementar: ele tem sido leal ao projeto, inclusive ameaçando largar mão de seu partido para seguir uma linha que chama de mais sensata. Pedro disse ao Blog que não vai ser intransigente, mas vai, até onde puder, defender o nome do deputado federal Alan Rick (DEM) para vice na chapa da oposição que disputará o Governo, encabeçada pelo senador Gladson Cameli (PP). “Lealdade a gente não diz que tem, a gente prova. E é o que tenho tentado fazer”, afirma o parlamentar, cuja reeleição é tida como certa pela ampliação de seu grupo em todas as regiões do Acre.

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