Itens filtrados por data: Novembro 2017

 

O professor da Universidade Federal do Acre, Eduardo Carneiro, faz aquele que pode ser o mais contundente questionamento sobre a data do aniversário de Rio Branco. Primeiro que a cidade foi estabelecida pelo menos quatro vezes. Desde a vila até a capital do Estado. Bagagem ele tem. É licenciado em História (UFAC), bacharel em Economia (UFAC), mestre em Letras (UFAC), Doutor em História Social (USP), e doutorando em Estudos Linguísticos pela UNESP. É membro da Academia Acreana de Letras, escritor e editor de livros. Autor de “A formação da sociedade econômica do Acre”; “Sangue e lodo no surto da borracha (1876 - 1914)”; “A Fundação do Acre: uma história revisada da anexação (fase invasiva, fase militar e fase diplomática)”; “A Epopeia do Acre e a manipulação da História no Movimento Autonomista & no Governo da Frente Popular”; e “O Discurso Fundador do Acre (ano): História & Linguística”; “História do Acre: resumão para concurso”; “Acreanismo e comemorações cívicas”; “Poesias Noturnas e Poesias Diurnas”. Veja a entrevista publicada originalmente no blog dele (www.eduardoeginacarli.blogspot.com):

- Quais suas considerações sobre o aniversário de Rio Branco?

 

Eduardo Carneiro - Bem, primeiro eu precisaria saber sobre qual Rio Branco você está se referindo. Pois historicamente temos vários, cada um com o seu respectivo decreto de criação historicamente datado, a saber: Vila Rio Branco (1904), Município de Rio Branco (1912), Rio Branco como capital do Território do Acre (1920) e Rio Branco como capital do Estado do Acre (1962). Assim devem ser vistos porque são entes da divisão administrativa da República brasileira com identidade geográfica e status jurídico-político distintos. O fato de a grafia dos topônimos serem os mesmos, ou seja, Rio Branco, não significa que estamos nos referindo a uma mesma coisa em estágio de evolução diferentes. São simplesmente fenômenos históricos singulares de mesmo nome, ou seja, homônimos.

- O senhor não menciona o 28 de dezembro de 1882 e nem o 13 de junho de 1909 como datas prováveis da criação de Rio Branco. Porque?

 

Eduardo Carneiro - A não indicação das datas não foi mero esquecimento meu, foi proposital. Primeiro porque tanto a primeira que faz alusão à fundação de um seringal por nome Volta da Empresa, quanto a segunda que faz referência à criação da cidade de Penápolis, não guardam relação homonímica com o topônimo Rio Branco. Segundo por achar que o fato de o seringal e a referida cidade ter se localizado em áreas que atualmente pertencem ao território da capital acreana não os credenciam como parte genealógica do município. Nos dois casos, estamos tratando de vocábulos heteronímicos. Porém sou sabedor da celeuma que muitos políticos e historiadores têm feito a respeito dessas datas, basta lembrar que o cinquentenário da cidade de Rio Branco foi comemorado levando-se em consideração o 13 de junho de 1909, já o centenário, o 28 de dezembro de 1882. O que posso dizer é que as expressões “cidade de Rio Branco” e “município de Rio Branco” só foram usadas oficialmente pelo Decreto Federal Nº 9.831, de 23 de outubro de 1912. Portanto, essa talvez seja a data do nascimento teórico ou jurídico do município, já que, na prática, de fato, como é sabido, ele só veio a ser instalado no dia 15 de fevereiro de 1913.

- Mas professor, praticamente todos os historiadores afirmam que o seringal Volta da Empresa, a cidade Penápolis e o município de Rio Branco são nomes diferentes para designar a mesma coisa. Certo?

Eduardo Carneiro - Errado (Risos). Essa confusão toda foi feita propositalmente para justificar o 28 de dezembro como data de aniversário do Município de Rio Branco. No entanto, uma coisa é um seringal, outra coisa é uma cidade, e outra coisa é um município. Um seringal é uma unidade de produção rural extratora de borracha que, no Acre, no último decênio do século XIX, era fundado por meio da invasão de território estrangeiro, grilagem de terra e genocídio indígena. Já uma cidade é caracterizada por uma população urbana que se dedica a atividades econômicas não rurais, que geralmente se constitui em sede administrativa de um Município, Departamento, Distrito ou Intendência. Município é uma pessoa jurídica de direito público interno, um ente administrativo do Estado, que é criado por força de decreto oficial e abarca um território composto por áreas rurais e urbanas. No caso do Acre, estamos tratando de um seringal fundado ilegalmente em território estrangeiro, que figurava do lado direito do Rio Acre; de uma cidade fundada “por resolução prefeitoral” em um uma área contraditoriamente rural, situada no lado esquerdo do rio Acre, que passou a servir de sede administrativa de um dos Departamentos do antigo Território do Acre; e de um município que é a capital do Estado do Acre, cujo o território abarca tanto áreas rurais quanto urbanas situadas tanto do lado direito do rio Acre, quanto do lado esquerdo. Portanto, geograficamente, identitariamente e juridicamente são fenômenos históricos distintos.

- O senhor está afirmando que a fundação do seringal Volta da Empresa não é a data de aniversário do município de Rio Branco?

 

Eduardo Carneiro - Exatamente. O 28 de dezembro de 1882 é a provável data de aniversário do seringal Volta da Empreza e não do Município de Rio Branco. O referido seringal provavelmente completa 135 anos em 2017, digo provavelmente pois tal data é, até hoje, duvidosa. Já o município de Rio Branco, unidade político administrativa do Departamento do Alto Acre, do Território do Acre, completou 105 anos. Já o município de Rio Branco como capital do Território do Acre completou, neste ano, 97 anos. Já o município de Rio Branco como capital do Estado do Acre completou 55 anos. Foge à minha capacidade cognitiva entender como o aniversário do Município de Rio Branco, capital do Acre, que é um Estado do Brasil, pode ter como data de origem o aniversário de fundação de um seringal que, na época, sequer pertencia ao Brasil, num momento histórico que sequer o Acre existia. Isso é um anacronismo sem tamanho. Acreditar nisso é o mesmo que ter por verdade a ideia de que o Município de Rio Branco já estava presente no ato de fundação do Seringal Volta da Empreza, quer seja em potencialidade a ser realizada, capacidade de vir a ser, ou em forma de uma espécie de  “DNA” (risos). Não há nenhuma linhagem ou lastro de significância entre um seringal e um município. O fato de o território do município de Rio Branco incluir, dentre outras, a área que anteriormente funcionava o seringal Volta da Empresa, não faz do seringal a origem do município. Simples assim! Até porque o Vale do Rio Acre em fins do século XIX já era formado por mais de 65 seringais, que, mais cedo ou mais tarde, no todo ou em parte, também foram dissolvidos e urbanizadas, tendo suas respectivas áreas abarcadas pelo território do Município de Rio Branco. Logo, a depender das coordenadas geográficas escolhidas, a data do início da colonização do território do atual Rio Branco poderia mudar. Interessante dizer que expedição que trouxe Neutel Maia foi a mesma que trouxe os irmãos Leite, que desceram do vapor algumas milhas antes que Maia. Os irmãos Leite também fundaram um seringal, um dos maiores do Vale do Acre na época por sinal, que, por sua vez, também passou a fazer parte do atual território de Rio Branco. Ora, se os irmãos Leite desceram da embarcação antes que Neutel Maia, por que este e não aqueles foi “batizado” como fundador de Rio Branco?

- Professor, então porque se fala tanto em Volta da Empresa como origem de Rio Branco?

 

Eduardo Carneiro - Para responder essa pergunta, teríamos que reconstituir o cenário político e as correlações de forças que estavam em jogo no momento em que o Projeto de Lei que instituiu a data oficial de aniversário do município de Rio Branco foi redigida, aprovada e sancionada. Uma coisa posso afirmar, até fins da década de 1970, os prefeitos faziam festas cívicas em homenagem ao aniversário de Rio Branco baseados na data de 13 de junho de 1909. Basta verificar nos jornais da época. O primeiro a fazer uso do 28 de dezembro de 1882 para comemorar o aniversário de Rio Branco foi o então prefeito Fernando Inácio dos Santos. A decisão dele pode ser facilmente explicada quando percebemos que fez recair o centenário da cidade no interstício do seu mandato. Os jornais de dezembro de 1982 revelam a mega festividade que organizou para homenagear o suposto 100 anos de Rio Branco. No Acre é assim, a história muda conforme os interesses de autopromoção dos políticos (risos). No centenário do Acre não foi diferente, o poder executivo também deu aula de manipulação da história. Os políticos e membros da elite acreana sempre torturaram a história do Acre a fim de torná-la testemunha dos seus duvidosos “grandes feitos”. A decisão de comemorar o aniversário da cidade baseado na data do início da colonização praticada por Neutel Maia às margens do lado direito do Rio Acre, tinha forte apoio dos familiares e descendentes da elite riobranquence que, até meados dos anos 1960, dominavam o comércio local a partir do que hoje conhecemos como Segundo Distrito, mais precisamente, do bairro Empresa. Já que, como é sabido, a sede do Departamento criado em 1912, na cidade de Penápolis, ficava no chamado Primeiro Distrito. Eu até suponho que a escolha da data também tenha agradado os funcionários públicos municipais, já que ganhariam um feriado pós natalino (risos).

- Tudo bem, mas como o senhor explica o fato de o seringal Volta da Empresa ter sido escolhido como sede do então departamento do Alto Acre?

 

Eduardo Carneiro - A região mais urbanizada do Acre no início do século XX era Porto Acre, era ali que se reunia as melhores condições para uma sede departamental, já que a estrutura governamental deixada pelo governo boliviano colaborava para isso. No entanto, aquele povoado se tornou uma forte área de influência de Plácido de Castro, após a vitória do mesmo contra os bolivianos em janeiro de 1903. Por conta disso, é possível que o General Olympio da Silveira tenha preferido, em abril de 1903, criar a sede do governo brasileiro do Acre Setentrional no Volta da Empreza, para onde levou as tropas do exército. Tal região era dominada pela influência cearense Neutel Maia, que era talvez o homem mais rico de todo o Acre, e que havia se recusado a apoiar Plácido de Castro. E foi justamente essa estadia do General com sua tropa composta por mais de mil soldados que alavancou a região do Volta da Empreza como um povoado urbano com estruturas mínimas para uma futura sede departamental. Se o general tivesse escolhido Porto Acre ou Xapuri, a história da capital do Acre, provavelmente, teria sido outra.  E foi esse povoado, formado no entorno do Seringal, que foi elevado à categoria de Vila em agosto de 1904, com o nome Volta da Empresa. E foi essa Vila, e não o seringal de mesmo nome que, em setembro do mesmo ano, foi indicada como sede provisória do Departamento do Alto Acre com o nome de Rio Branco.

- De qualquer forma, professor, o senhor não acha que o história do seringal faz parte da história do município?

 

Eduardo Carneiro - É bom deixar claro que uma coisa é a história do seringal, outra coisa é a do Município de Rio Branco. A história do Seringal Volta da Empreza é apenas um capítulo da história do homem na região que hoje faz parte do território do Município de Rio Branco. A não ser que assumamos uma postura rigidamente acreanocentrica e etnocêntrica para excluirmos da história a milenar presença das nações indígenas na região. Portanto, a fundação do referido seringal é apenas um marco, arbitrário por sinal, do início da colonização do homem “branco” de nacionalidade hegemonicamente brasileira em território que hoje pertence ao dito município. A história do município de Rio Branco, pessoa jurídica e unidade político-administrativa da República do Brasil, que gerencia a ordem pública em um determinado território geograficamente definido, não pode ser confundida com a história humana neste mesmo território. Até porque a área do antigo seringal Volta da Empresa é apenas uma fração do atual território de Rio Branco e, como já mencionamos, antes de Neutel Maia já havia comunidades ali. Resumindo: a data da fundação do seringal Volta da Empreza não é a data de origem do Município de Rio Branco. A Relação entre um e outro foi construída arbitrariamente por meio do abuso da história. O seringal é tão somente parte da história do início da colonização nordestina em terras que a posteriori fariam parte do território do Município de Rio Branco. Pronto! Só é isso... o resto é imaginação dos escribas do poder (risos).

- Então o município de Rio Branco não faz 135 anos, é isso?

 

Eduardo Carneiro - Exatamente isso (risos). Rio Branco não faz 135 anos em 2017, a não ser que me provem que Neutel Maia tenha trazido consigo, em meio as suas bagagens, o Projeto Piloto urbanístico de construção do Município (risos). Brincadeiras à parte, é somente dessa forma, meio que hilária, que seria possível justificar um suposto aniversário de 135 anos de Rio Branco. Apenas em uma narrativa teleológica e manipulada da história é fica visível a existência de um Município no ato fundador de um Seringal. Como comemorar o aniversário de nascimento de um ente numa data em que ele sequer existia? Isso só é válido num ambiente espírita, em que o Município apareceria como a reencarnação do seringal em um estágio mais evoluído (risos). Portanto, o que provavelmente faz 135 anos é tão somente a chegada do vapor Apihy, liderada pelo cearense Neutel Maia, às barrancas do lado direito rio Acre, nas proximidades onde hoje conhecemos como gomeleira. Será que é tão difícil entender isso?

- Professor, não estamos acostumados com essa explicação. Como o senhor chegou até ela?

 

Eduardo Carneiro - A questão é que grande parte dos historiadores com má formação acadêmica confundem as diversas temporalidades históricas, muitas das quais descontínuas, com o tempo cronológico marcado pelo relógio e calendários, limitando àquelas a estes. Escrevem a histórica como se ela fosse uma narrativa evolutiva rumo ao progresso, uma mera sucessão de fatos marcados no tempo cronológico. Como se o lastro de continuidade fosse algo natural e não um ato arbitrário, resultado de escolhas. Precisamos vencer a ideia de que o presente já existia potencialmente no passado, e que, portanto, caberá ao historiador tão somente a tarefa de realizar a montagem teleológica dos fatos. A história real e empírica é cataclísmica, ela é saturada por várias temporalidades e de acontecimentos simultâneos e desconexos. No entanto, quando a história é representada graficamente por meio de uma narrativa escrita, ela acaba tomando forma, por culpa dos historiadores e escritores “embriagados de evolucionismo”, de uma sucessão cronológica e consequencial de fatos. Mas os fatos históricos não obedecem a uma lógica ritmada do tipo “causa e efeito”, pelo contrário, as relações de forças que envolve cada evento são multiformes, e estamos falando de vários eventos simultâneos e desconexos dos quais a escrita da história cronologicamente marcada não consegue abarcar. A narrativa da história não pode mais ficar refém de uma ideia de tempo absoluto newtoniano (físico Isaac Newton), que já foi superada. A física quântica está aí e a noção de tempo relativo é fato! Portanto, há descontinuidades na história, ela não é uma narrativa do progresso humano. As conclusões a que cheguei sobre esse debate sobre o aniversário de Rio Branco são facilmente percebíveis por qualquer cidadão acreano. Não é preciso se ter um diploma de nível superior para tal. Basta se ter uma compreensão semiológica básica dos seguintes vocábulos, marcando a diferença semântica entre eles, a saber: um seringal, um povoado, uma vila, uma sede departamental, uma cidade, um município, uma capital de estado. Quem domina minimamente o conceito exato que o vocábulo “município” evoca, jamais verá num seringal, a origem de Rio Branco. É só entendermos que quando as terras que anteriormente fazia parte do seringal se urbanizaram, tal região já não era mais exatamente um seringal. Além do mais, a urbanização teve início nos arredores do seringal, que foi, aos poucos, loteado. A área do seringal tendeu a diminuir na proporção que a do povoamento tendeu a aumentar.

- Então, como pensar a história de Rio Branco para além da narrativa linear e evolutiva?

 

Eduardo Carneiro - É fazer exatamente isso que estou tentando aqui. Mas a maioria das pessoas ainda têm resistência a isso, pois estão presas à noção de tempo do século XIX. A história de Penápolis não tem origem na do seringal Empreza; assim como a história de Rio Branco não está potencialmente viva na de Penápolis. Vila Rio Branco, capital de um departamento é uma coisa; Município de Rio branco, Capital do Estado do Acre é outra coisa. Rio Branco, atual capital do Estado do Acre, não é a versão melhorada da Vila Rio Branco (1904). Um não é a continuação evolutiva do outro. Não estamos falando de um mesmo ente com nomes diferentes, pelo contrário, estamos nos referindo a entes com status jurídicos e identidade territorial díspares que assumem nomes iguais, ou seja, são homônimos. De modo que a Vila Rio Branco (1904) não é a mesma coisa que o município de Rio Branco (1912), que por sua vez não são a mesma coisa que a capital do Acre (1920 e 1962). O bairro Empresa localizado no Município de Rio Branco nos anos 1950 não pode ser visto como um estágio evoluído do seringal de mesmo nome. Embora homônimos, são coisas diferentes, com histórias diferentes, embora em alguns aspectos, convergentes.

- Doutor, para finalizar, devemos comemorar o aniversário de Rio Branco?

 

Eduardo Carneiro - No dia em que um prefeito de Rio Branco parar de fazer uso abusivo de indicações políticas para ocupação de cargos públicos estratégicos para sustentar um projeto de poder ou tomar a iniciativa de parar de pavimentar nossas ruas com asfaltos de “papelim”, nós, o povo, talvez o que comemorar. Fora isso, chega de hipocrisia e publicidade governamental.

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Foto histórica: professores Cláudio Ezequiel, Sérgio Roberto e Edvaldo Magalhães ao fundo, encarando a polícia
Foto histórica: professores Cláudio Ezequiel, Sérgio Roberto e Edvaldo Magalhães ao fundo, encarando a polícia

O professor Cláudio Ezequiel Passamani foi o único presidente do Sinteac, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação, reeleito por aclamação, sem adversários. Isso aconteceu quando o PT, seu então partido, estava no ápice. O tempo passou, Ezequiel deixou um sucessor no sindicato, que agora já está nas mãos da oposição, e deixou também o PT. Mas ninguém da oposição se iluda. Ezequiel se filiou no PSOL, por onde vai disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Em entrevista ao Blog do Evandro Cordeiro ele fala de sua saída do Partido dos Trabalhadores e de sua história no sindicalismo, inclusive sobre a luta contra o Esquadrão da Morte. Graduado em Ciências da Natureza com Habilitação em Biologia pela Universidade Federal do Acre - UFAC, pós-graduado em Planejamento Educacional e Políticas Públicas e Mestre em Serviços Públicos y Políticas Sociais pela Universidade de Salamanca, Espanha, ele falou o seguinte. Veja:    

 

Blog – Professor, porque o senhor saiu do PT, depois de longos anos de filiado?

Cláudio Ezequiel - Deixei o PT, mas não foi por questões ideológicas nem por reconhecimento de espaço de gestão, mas por falta de espaço político.

 

Blog – O senhor se filiou no PSOL. Tem chance de se eleger por lá?

Cláudio Ezequiel - Quando fui para o PSOL não imaginava ser candidato, mas quando cheguei me fizeram logo o convite. A princípio não dei muita atenção, mas com o tempo fui amadurecendo e hoje já estou refletindo sobre a possibilidade.

 

Blog - Conte um pouco de sua história de militância sindical.

Cláudio Ezequiel - Minha história é de muita honestidade e luta em defesa dos mais humildes. Quando fui presidente do SINTEAC, lutei muito em defesa dos servidores públicos. Quebrei muitos paradigmas no movimento sindical, fui candidato único à presidência do SINTEAC em uma composição ampla superando as divergências sindicais que existia entre o PT e PCdoB, que disputavam a hegemonia do sindicalismo acreano. Depôs fui o primeiro presidente reeleito na história do SINTEAC e encerrei minha luta a frente da direção do sindicato elegendo meu sucessor, o Márcio Batista. Na presidência do SINTEAC, lutei pela implantação do conselho do FUNDEF, ajudei na construção de muitos planos de carreiras nos municípios, que não existiam na época. Ainda lutei, junto com Jair Santos e Perpétua Almeida, no combate ao crime organizado que atuava por dentro do Estado. Quando sai da direção do SINTEAC fui para diretoria nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, CNTE. Também fui o primeiro do Acre a compor a direção nacional. Fui um dos pensadores, junto com o professor João Monlevade, na construção do FUNDEB. Com toda essa história de luta, sem nenhuma mácula, penso que seria um bom desafio para minha vida ajudar no parlamento. Os políticos passam por descrédito, mas se eu realmente aceitar esse desafio de ser candidato, não será por mim mas pela política séria.

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Após pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),o presidente da República, Michel Temer, alterou o Decreto n° 6.558/2008 para estabelecer que, a partir do próximo ano, o horário de verão terá início depois do segundo turno das eleições. A medida vai evitar que a divulgação do resultado do pleito seja diferente de uma região do país para outra.

“Fica instituída a hora de verão a partir de zero hora do primeiro domingo do mês de novembro de cada ano, até  zero hora do terceiro domingo do mês de fevereiro do ano subsequente, em parte do território nacional adiantada em sessenta minutos em relação a hora legal”, diz o novo texto.

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O coronel PM Ulysses Araújo, pré-candidato a governador por uma frente alternativa puxada pelo DEM de Tião Bocalom, promoveu no último sábado uma festa de confraternização para servidores de sua empresa de segurança, a VIP, mas acabou atraindo seguidores políticos. Juntou no buffet pelo menos 500 pessoas, maioria interessadas em suas propostas políticas, a última delas a de que resolverá em um ano a situação de insegurança pela qual passa o Acre. “As pessoas estão vindo, sonhando junto com a gente, com um governo alternativo, livre dos acordos espúrios. E sábado não foi diferente. Fizemos a festa e o ambiente acabou lotado por pessoas que tem interesse em nossas propostas”, disse o coronel ao Blog do Evandro Cordeiro.

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Os comerciantes e empresários da região do Alto Acre, que corresponde aos municípios de Capixaba, Xapuri, Epitaciolândia, Brasileia e Assis Brasil, nunca tiveram uma defesa tão ferrenha na Assembleia Legislativa do Acre como na atual legislatura. Eles têm um defensor na pessoa do deputado Antônio Pedro (DEM), que tem discutido com o governo por causa da pressão sobre o comércio. “Eu sou comerciante e sinto na pele o fardo pesado do governo sobre nós. Por isso tenho brigado pela categoria”, afirma o parlamentar, que deverá ter apoio de parte significativa da categoria nas eleições de 2018. Na atual conjuntura, Antônio Pedro se firma como uma das maiores lideranças da região.   

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O líder da Igreja Batista do Bosque, pastor Agostinho Gonçalves, declarou dois votos pelas redes sociais para as eleições de 2018. Um deles será para seu líder da rede de empresários, Fernando Lage (sem partido ainda), que disputará o Senado provavelmente numa aliança de partidos alternativa, cujo candidato a governador poderá ser o coronel Ulysses; o outro voto deverá ser para Jair Bolsonaro (Patriotas), na disputa pela presidência do Brasil. “Não queria, mas vou acabar votando no Bolsonaro”, escreveu em seu Facebook, ao demonstrar indignação com uma peça teatral em que um sujeito nu é apalpado por crianças, episódio bastante divulgado no Brasil nos últimos meses.

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O senador Gladson Cameli (PP), pré-candidato a governador da oposição, foi uma das principais estrelas presentes à festa do PSDB, sábado à noite, uma espécie de confraternização pelo ano que se finda, mas também pela posse da nova Executiva, que reconduziu o deputado federal Major Rocha à presidência. O médico Eduardo Veloso, nome tucano colocado como opção para a chapa majoritária da oposição, também foi muito prestigiado durante o encontro, que reuniu as principais lideranças de partidos da oposição. Nas falas, toda a disposição do mundo em fomentar ainda mais a união da oposição, ao invés de rachas, como militantes das redes sociais que trabalham para o governo tentam fazer passar. “Uma festa dessa é a prova de que caminhamos para a união absoluta de toda a oposição”, disse o secretário geral do PSDB, Artur Neto.  

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O senador Sérgio Petecão (PSD) lotou a chácara Boi Cagão no último sábado, 16, em festa de confraternização do partido. Lideranças da oposição da capital e do interior prestigiaram a festa, que durou o dia inteiro. Entre os prefeitos presentes estava a de Tarauacá, Marilete Vitorino, que é do partido de Petecão. O pré-candidato a senador do PMDB, Marcio Bittar, também foi ao encontro. “Foi um dia muito agradável na presença dos amigos da oposição e, principalmente, das pessoas que estão vindo da Frente Popular para a oposição, para aumentar ainda mais esse time”, disse o deputado estadual Jairo Carvalho (PSD). O pré-candidato a governador da oposição, senador Gladson Cameli (PP), foi o mai9s aplaudido ao chegar na festa na companhia da esposa, Ana Paula.

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O vereador Emerson Jarude (sem partido) disse em um pronunciamento quinta-feira, 14, que foi uma covardia o que os demais vereadores fizeram essa semana ao aprovar uma PL que tira da casa o poder de discutir a passagem de ônibus. Covardia, segundo ele, é porque aproveitaram a ausência de parlamentares da oposição para colocar o projeto em votação. A aprovação foi uma orientação do prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre (PT), que teve seu nomes desgastado quando aumentou a passagem esse ano. E ele é pré-candidato a governador pelo PT.  

Indignado com a postura dos colegas, Jarude fez um desabafo. Falou no descrédito que a casa adquiriu ainda mais, após esse episódio e condenou os convescotes. “Não me chamem para reuniões em que a população de Rio Branco não possa saber”, afirmou. Disse também que chegou a questionar sua entrada na política, mas refletiu o seguinte: “Se eu não venho para cá, pode ser que naquela cadeira estaria sentado um corrupto, para alugar carro fantasma ou usar gasolina da casa para proveito próprio”.

Emerson Jarude disse que vai seguir sua jornada mesmo diante de atitudes covardes e que só Deus pode tirá-lo da cadeira de vereador. “Não fui eleito em esquemas. Não tive tempo de televisão, não tive carro de som, nem militância paga. Vim para cá porque a população decidiu. Então vou honrar a decisão da população, fazendo a coisa certa”, desabafou em seu discurso diante de uma plateia de vereadores atônitos e com cara de vergonha.    

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